Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade. (II Coríntios 13,8)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Adoro Te devotote - santo Tomás de Aquino

A liturgia da festa de Corpus Christi é repleta de orações extremamente belas tanto pela composição e quanto pela profunda teologia que nelas se encontram.
A história desta festa também é bastante edificante.
No ano de 1263, um padre de nome Pedro de Praga, vacilante sobre a veracidade da transubstanciação, fez uma peregrinação de Praga a Roma, a fim de alcançar uma graça para que esta tentação o deixasse. Foi, então, que o prodígio ocorreu enquanto celebrava a Santa Missa perto donde repousava o corpo de S. Cristina em Bolsena.
Padre Pedro, no momento da consagração, viu gotejar sangue da Hóstia então consagrada e banhar o corporal e os linhos litúrgicos. O sacerdote, impressionado com o acontecimento, vai para Orvieto onde residia o Papa Urbano IV, o qual mandou para Bolsena o bispo Giacomo para verificar o ocorrido e recolher o linho manchado com o Sangue de Cristo.
No ano seguinte, o Papa promulgou a bula “Transiturus” que instaurava para toda a cristandade a Festa do Corpo de Deus na cidade que até então estava infestada de Cátaros – hereges que negavam o Sacramento da Eucaristia. O Papa pediu, então, para Santo Tomás de Aquino compor o ofício de Corpus Christi.
Uma das orações compostas por Santo Tomás foi o belíssimo “Adoro Te Devote”:

1.Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente oculta-se sob estas aparências,
A Vós, meu coração submete-se todo por inteiro,
Porque, vos contemplando, tudo desfalece.
2.A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós
Mas, somente em vos ouvir em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.
3.Na cruz, estava oculta somente a vossa Divindade,
Mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.
4.Não vejo, como Tomé, as vossas chagas
Entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus
Faça que eu sempre creia mais em Vós,
Em vós esperar e vos amar.
5.Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Faça que minha alma viva de Vós,
E que à ela seja sempre doce este saber.
6.Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue
Pois que uma única gota faz salvar
Todo o mundo e apagar todo pecado.
7.Ó Jesus, que velado agora vejo
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Que eu veja claramente vossa face revelada
Que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amem

versao original
1.Adoro te devote, latens Deitas,
Quae sub his figúris vere látitas
Tíbi se cor méum tótum súbjicit
Quia te contémplans tótum déficit.
2.Vísus, táctus, gústus in te fállitur,
Sed audítu sólo tuto creditur
Credo quídquid díxit Dei Fílius
Nil hoc verbo veritátis vérius.
3.In crúce latébat sola Deitas,
At hic látet simul et humánitas
Ambo tamen crédens atque cónfitens,
Péto quod petívit látro paénitens.
4.Plagas, sicut Thomas, non intúeor
Déus tamen méum te confíteor
Fac me tíbi semper magis crédere,
In te spem habére, te dilígere.
5.O memoriále mórtis Dómini,
Pánis vívus vítam praéstans hómini,
Praésta méae ménti de te vívere,
Et te ílli semper dulce sápere.
6.Pie pellicáne Jésu Domine,
Me immundum munda túo sánguine,
Cújus una stílla sálvum fácere
Tótum múndum quit ab ómni scélere.
7.Jesu, quem velátum nunc aspício,
Oro fiat illud quod tam sítio
Ut te reveláta cérnens fácie,
Vísu sim beátus túae glóriae. Amem.


Fonte:
São Tomas de Aquino - "Adoro te devote"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=oracoes&subsecao=diversas&artigo=adorotedevote〈=bra

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O Cristão sempre encontrará oposição em sua vida, adverte o Papa

Ângelus Dominical: 19.08.2007

VATICANO, 19 Ago. 07 / 12:00 am (ACI).- Milhares de fiéis e peregrinos se dirigiram à residência de verão do Santo Padre em Castel Gandolfo para rezar o Ângelus Dominical com o Papa Bento XVI, quem recordou que a paz de Jesus nasce da luta contra o mal.

Como no domingo passado, o Santo Padre meditou sobre as palavras do Evangelho de hoje e destacou que "o Evangelho de Cristo é mensagem de paz por excelência". Refletindo sobre as palavras de Jesus a seus discípulos: "Pensam que vim a trazer a paz à terra? Não, asseguro-lhes isso, mas sim divisão", o Pontífice explicou que "a paz que Jesus veio trazer não é sinônimo de simples ausência de conflitos. Ao contrário, a paz de Jesus é fruto de uma constante luta contra o mal".

"A luta que Jesus está decidido a sustentar não é contra os homens ou poderes humanos, mas sim contra o inimigo de Deus e do homem, Satanás. Quem quer resistir a este inimigo permanecendo fiel a Deus e ao bem deve necessariamente enfrentar incompreensões e às vezes verdadeiras e próprias perseguições"
, adicionou o Papa.

Recordou assim "contos pretendem seguir a Jesus e comprometer-se pela verdade devem saber que encontrarão oposição e se converterão em sinal de divisão entre as pessoas". Deste modo falou do ser "instrumentos de paz" que "não é uma paz inconsistente e aparente, mas sim real, perseguida com valor e tenacidade no cotidiano esforço por vencer o mal com o bem e pagando em primeira pessoa o preço que isto implica".

A seguir o Papa rezou o Ângelus, saudou os presentes em diversos idiomas e ministrou sua Bênção Apostólica.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A Fé e suas fontes - Parte II

Revelação pública

Deus falou – o que ele diz só pode ser a Verdade por excelência. Ele não pode errar e não pode nos enganar. O que Deus disse forma o conjunto objetivo de verdades reveladas. É chamada de Revelação pública aquela que foi entregue por Deus aos homens, dando-lhes autoridade para falar em seu nome, através de uma instituição fundada para este fim. Temos assim:

  • Revelação pública particular – é o Antigo Testamento, porque restringia-se ao povo eleito.
  • Revelação pública universal – é o Novo Testamento, porque ensinada para todos os homens pela Igreja.

O ato de Revelação termina com a morte do último Apóstolo. Aos Apóstolos foi entregue, por Jesus Cristo, o depósito Sagrado, para que eles, com sua autoridade divina, pregassem a todos os povos, até os confins da terra. São diversas as passagens dos Evangelhos em que Jesus manifesta esta autoridade da Igreja:

“Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado será salvo, o que porém não crer, será condenado”. (S. Marcos, 16,16)

“Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja”. (S. Mateus, 16, 18)

Cabe, então, à Igreja Católica, o papel de guardar, pregar e explicitar a verdade revelada.

Este trabalho da Igreja se faz mediante as declarações autorizadas da Igreja. É a isso que se dá o nome de “dogma”. Dogma é toda verdade revelada por Deus na medida em que ela é proposta pela Igreja para ser crida. E se é verdade que o Depósito da Revelação completa-se com a morte do último Apóstolo, já as explicações, desenvolvimentos e explicitações do que está contido na revelação, continua, sob a autoridade da Igreja e com a assistência do Divino Espírito Santo. Assim, por exemplo, o dogma da “transubstanciação”. A Igreja, mediante uma palavra revelada por Deus, chega a uma conclusão teológica que, por ser essencialmente unida à revelação, é declarada pela Igreja como dogma de fé. Se fosse possível que a substância do pão não se transformasse na substância do Corpo de Cristo, estaria negada a divindade da Revelação. A nossa adesão ao dogma é, então, a mesma da adesão à Revelação. Seria um pecado grave contra a fé negar um dogma católico, pois estaríamos negando a própria palavra revelada por Deus.

(Continua...)


Referência: A fé e suas fontes. Acessível em http://www.capela.org.br

abusos na liturgia

É impressionante como a maioria dos leigos que ajudam nos grupos de música ou na pastoral da litúrgia não se importa como a Santa Missa é celebrada.

É Gloria in Excelsis com uma música com a letra incompleta, é Ato Penitencial meloso... é "canto de comunhão" que não tem nada haver com o momento da comunhão... Pai-Nosso com letra adulterada...

(leia mais em) Fides Et Ratio

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Comentário de São Crisóstomo: "Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja"

São João Crisóstomo (c. 345-407), bispo de Antioquia, depois de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilia sobre S. Pedro e Sto. Elias

“Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja”


Pedro devia receber as chaves da Igreja, mais ainda, as chaves dos céus, e devia ser-lhe confiada a governação de um povo numeroso. […] Se, com a tendência que tinha para a severidade, Pedro tivesse permanecido sem pecado, como poderia ser misericordioso com os seus discípulos? Ora, por uma disposição da graça divina, caiu no pecado, por forma a que, tendo tido a experiência da sua própria miséria, pudesse ser bom para com os outros.

Repara bem: quem cedeu ao pecado foi Pedro, o chefe dos apóstolos, o fundamento sólido, a rocha indestrutível, o guia da Igreja, o porto invencível, a torre inabalável, ele que tinha dito a Cristo: “Mesmo que tenha de morrer contigo, não Te negarei” (Mt 26, 35); ele que, por uma revelação divina, tinha confessado a verdade: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.”

Ora, narra o Evangelho que, na própria noite em que Jesus foi entregue, […] uma jovem diz a Pedro: “Também tu estavas com aquele homem”, ao que Pedro responde: “Não conheço esse homem” (Mt 26, 69-72). […] Ele, a coluna, a muralha, cede perante as suspeitas de uma mulher. […] Jesus fixou nele o olhar […], Pedro compreendeu, arrependeu-se do seu pecado e desatou a chorar. É então que o Senhor misericordioso lhe concede o seu perdão. […]

Ele foi submetido ao pecado para que a consciência da sua culpa e do perdão recebido do Senhor o levasse a perdoar aos outros por amor. Realizava assim uma disposição providencial, conforme à maneira divina de agir. Foi necessário que Pedro, a quem a Igreja seria confiada, a coluna das Igrejas, a porta da fé, o médico do mundo, se mostrasse fraco e pecador. Assim foi, na verdade, para que ele descobrisse na sua fraqueza uma razão para exercer a bondade para com os outros homens.

Fonte: http://evangelhoquotidiano.org/www/main.php?language=PT&localTime=08/09/2007#

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Prière du Partage


Para quem vive numa geração de jovens sem personalidade, fútil, fraca e covarde, esses versos abaixo podem soar estranhos. É meus amigos, mas saibam que já existiu uma outra geração de jovens bem diferente, na qual todos morreram, mas morreram com honra.

Prière du Partage

O QUE VOS RESTA
O QUE VOS RECUSAM
DAI-ME EM PARTILHA,
COMBATES E CORAGEM,
OH MEU DEUS

AQUILO QUE SE REJEITA,
AQUILO QUE NÃO SE ACEITA,
DAI-ME EM PARTILHA,
VOSSA CRUZ E CORAGEM
DE A CARREGAR

QUE EU ESTEJA SEGURO
DE VIVER PARA SOFRER
PARA DEFENDER A FÉ
E POR VOSSO AMOR MORRER,
OH MEU DEUS
QUE EU ESTEJA SEGURO
DE VIVER EM PERIGO,
DE ABRAÇAR VOSSA CRUZ
E NA VOSSA PAZ MORRER
OH MEU DEUS

EU NÃO DESEJO
NEM A PAZ NEM RIQUEZA
DÊ-ME EM PARTILHA,
A GUERRA E A TORMENTA,
OH MEU DEUS

EU VOZ PEÇO
DE UMA VEZ A VOSSA CRUZ
POIS EU NÃO TENHO CORAGEM
DE DUAS VEZES
A PEDIR

QUE EU ESTEJA SEGURO
QUE ELA SEJA MEU TESOURO
DE ABRAÇAR A VOSSA CRUZ
COM ARDENTE AMOR
SEM RETORNO.

QUE EU ESTEJA SEGURO
DE POSSUIR O MAIS DURO.
DE ABRAÇAR A VOSSA CRUZ
E NA VOSSA PAZ MORRER
OH MEU DEUS.

Página de Download do Grupo Veritas Atualizada!!!

Pessoal,
Salve Maria!

A página do download do Grupo Veritas foi atualizada. Agora já estão disponíveis os livros e artigos sobre o estudo realizado no dia 22/07/2007 sobre Fé, Razão e Verdade.


Acesse: http://grupoveritas.googlepages.com/f%C3%A9%2Craz%C3%A3oeverdade

Seja Bem-Vindo(a) ao Blog do Grupo de Estudo Veritas !

Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade.(II Coríntios 13,8)