Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade. (II Coríntios 13,8)
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Católicas pelo Direito de Decidir: o bode da Campanha da Fraternidade 2008

Por Alberto Zucchi


Provocou justa indignação a presença de depoimento de uma representante do movimento que defende o aborto, e que impropriamente se denomina, Católicas pelo Direito de Decidir, no vídeo da Campanha da Fraternidade 2.008, com o tema Escolhe, pois, a vida. Ingenuamente, alguém poderia esperar que a CNBB utilizasse essa campanha como uma defesa da vida e da doutrina católica, contra aqueles que propugnam o aborto, a destruição de embriões humanos, a eutanásia. A revolta nos meios católicos pela inclusão nesse DVD da CNBB do depoimento de uma "Católica pelo Direito de Decidir”, fez com que fosse produzida uma 2ª. edição do vídeo, excluindo a representante dessa associação.

Alguns lamentam o fato de tradicionais defensores da vida, como por exemplo, o Padre Luiz Carlos Lodi, a Dra. Alice Teixeira, a Dra. Lílian Piñero, o Dr. Paulo Leão, a Dra. Maria Dolly Guimarães, que juntamente conosco estiveram presentes na luta em defesa da vida, desde a discussão sobre a utilização de células troncas embrionárias, não terem sido convidados a participar do vídeo. Na realidade, é uma grande honra para todos eles não terem sido chamados a participar dessa farsa.

A exclusão final das falsas católicas da CDD, entretanto, nada alterou a essência do vídeo que continuou a ser escandaloso, pois, de fato, ao invés de fazer a defesa da vida, o DVD produzido pela Conferência Episcopal brasileira é apenas um disfarçado instrumento de difusão, da já diversas vezes condenada, teologia da libertação, e certamente prejudicial à luta contra o aborto.

Os responsáveis pelo vídeo tiveram a preocupação de que os "homens de boa vontade" pudessem participar dessa produção, pois palavras como oração, vida sobrenatural, e outras próprias à religião católica foram completamente excluídas. Nem mesmo as mais elementares recomendações morais católicas para a produção de um vídeo foram observadas. É um DVD completamente laico e naturalista o produzido pela CNBB. Poderia ser um DVD ateu.

No vídeo produzido para a CNBB, uma entidade que também se afirma católica, em nenhum momento cita-se o Papa Bento XVI, não há uma única referência à visita do Papa ao Brasil, aos seus discursos contra as leis que atentam contra vida humana. Em nenhum depoimento foi lembrado que o Vaticano produziu uma grande quantidade de documentos e material muito úteis na defesa da doutrina católica sobre a vida, como por exemplo, o Léxico do Conselho Pontifício para a Família, recentemente publicado em português, mas sempre ausente das livrarias católicas. Quem vê o vídeo da CNBB, fica com a clara impressão de um verdadeiro cisma entre a CNBB e as autoridades do Vaticano. Não é uma honra ter sido excluído de um local onde também o Papa foi impedido de entrar?

Estaríamos exagerando em nossas afirmações? Vejamos, por exemplo, o que pensa, um dos principais protagonistas do vídeo, o ex-padre e atual professor da PUC, Fernando Altemeyer Júnior:
"O papa não é a Igreja, o papa espelha um catolicismo oficial, que representa apenas uns 10% dos católicos do mundo. É como se fosse a ponta de um icebergue, os outros 90% ficam debaixo de água". (http://www.reflexodigital.com/index.php?cat=42&item=2026&PHPSESSID=6dd3f47623fb09671a22d9ee600f9d8a)
E esse Padre, que abandonou a batina, dirige o ensino de religião na PUC de São Paulo e participou do DVD da CNBB, minimizando o Papel do Papa.
Veja-se ainda o que pensa ele sobre a obediência que os padres devem ao Vaticano:
"Há uma certa esquizofrenia, sim. Os brasileiros aplaudem o discurso do Vaticano, mas dentro de casa o que se segue é outra coisa. A mesma postura é adotada por muitos dos padres brasileiros. Eles seguem a orientação do Vaticano de uma maneira geral, mas, quando se está na frente de um fiel, é preciso adequar a estrutura moral à realidade humana". (http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u25097.shtml
Teria aceitado ele a condenação à Teologia da Libertação? Vejamos:
"Um exemplo da intolerância do papa, na opinião de Altemeyer, pôde ser vista no Brasil. O frei Leonardo Boff, por exemplo, foi punido duas vezes por sua atuação social, e acabou deixando a igreja. Altemeyer, que já foi padre e é partidário da Teologia da Libertação, não acha, no entanto, que o conservadorismo do papa João Paulo 2º é levado ao pé da letra pelos padres ou fiéis brasileiros". (http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u25097.shtml)

É, portanto, natural que em um vídeo em que participe esse ex-padre, o Papa seja esquecido.
Apesar de ter "esquecido" do Papa, a CNBB não esqueceu de pedir dinheiro, apresentando no vídeo diversas formas com as quais os católicos podem enviar recursos aos defensores da Teologia da Libertação.

Apesar de insistir sobre os problemas materiais de nossa sociedade a CNBB, desta vez, esqueceu da corrupção. O PT, partido da Teologia da Libertação foi poupado.

Distante do Vaticano e do Papa, a CNBB convidou para participar do vídeo, teólogos da libertação, políticos de esquerda e ilustres desconhecidos, talvez com alguma desonrosa exceção, na luta em defesa da vida. O resultado é a uma indisfarçável simpatia pela luta de classes, como, por exemplo, na absurda e herética afirmação, do já referido ex-padre Fernando Altmeyr Jr. de que "fora dos pobres não há salvação" (DVD Escolhe, pois, a Vida, bloco II – Ver-Julgar-Agir). Por dever com a verdade, entretanto, devemos dizer que a aparência de todos os protagonistas, especialmente do autor da herética frase, está bem longe de demonstrar pobreza.

Assim, no vídeo que deveria defender a vida não há uma única condenação do aborto, apenas uma única vez se critica a utilização de células-tronco embrionárias como se fosse uma mera opinião da Igreja, a condenação da eutanásia é feita de forma confusa e com muitas ressalvas. Não se faz a defesa e a valorização da família, não se alerta para o perigo da lei de homofobia que poderá desencadear uma verdadeira perseguição religiosa no Brasil.

Pelo contrário, o vídeo está recheado de afirmações demagógicas, vagas e absolutamente inúteis aos defensores da vida, como por exemplo, a de uma professora que afirma que "a primeira coisa que devemos conseguir é que a criança o aluno se ame". Ou ainda, a afirmação do Padre Carlos Josaphat de que "a vida não é o lado produtivo". Também este padre não esquece de promover a luta de classes, distorcendo completamente os ensinamentos da Bíblia com a absurda interpretação de que os Profetas do Antigo Testamento tinham predileção pelos pobres.

O Padre Josaphat é mais um dos protagonistas do vídeo a não dar importância ao que a Igreja ensina. Veja-se na entrevista a seguir, concedida à Folha de São Paulo, como ele destaca a importância da orientação médica e não da Igreja.
"Sinapse - O que o sr. pensa sobre a utilização de métodos contraceptivos artificiais, um dos dogmas da igreja?
Josaphat - Essa questão envolve vários aspectos. Um deles é o dos casais que querem planejar a vida da família. A igreja diz que eles só devem usar métodos naturais de contracepção. Acredito que o homem e a mulher, com uma correta orientação médica, devem escolher o método, natural ou artificial, que mais lhes convém. A posição deles deve ser respeitada pelos padres. Método é meio, e o meio é empregado da maneira mais ajustada aos bons fins que se deseja alcançar. Em relação à Aids, a questão é evitar o contágio. Se a pessoa optou pela promiscuidade, pelo menos deve empregar o preservativo, para não cometer duas faltas: ter vida promíscua e espalhar um mal grave. Quem diz que não se deve usar preservativos pode estar cometendo um crime, pois pode fazer com que ocorra a contaminação de muitas pessoas." Folha de São Paulo, Entre o céu e a terra - 30/3/2005.
Alguns dos protagonistas do vídeo preocupam-se ainda em dar conselhos práticos para a Defesa da Vida. Nesses conselhos, ninguém comenta sobre as leis abortistas e contra a família que foram aprovadas ou estão em discussão no Congresso Nacional, muito menos os católicos são orientados a pedir a Deus e a Nossa Senhora, sua proteção. O agir para os protagonistas do vídeo, como por exemplo, o Dr. Klaudio Koffani Nunes consiste em "dialogo, promover reuniões, cuidar de gente que sofre, espaço para as crianças serem atendidas, espaço para morar, ambiente escolar". Sem dúvida estes são os conselhos apropriados para quem deseja deter a luta contra o aborto.

Nesta mesma linha o Pe. Leo Pessini trata da Bioética. Sem tocar na questão do aborto, e pisando em brasas sobre o assunto células-tronco embrionárias, o Padre Leo faz uma confusa crítica à eutanásia e pede para que as comunidades verifiquem como estão as crianças, os idosos e onde estão as pessoas deficientes e doentes. Teria esquecido o padre Leo Pessini de tratar do que interessa, ou quis ele esconder a sua verdadeira opinião?

Quando esteve participando do Congresso de Bioética na China, Padre Leo, publicou suas impressões sobre aquele pais. Veja com que indiferença, ou melhor, com que simpatia e compreensão pela cultura da China comunista ele trata do problema da prática do aborto, como se este prática fosse equivalente a um problema com a plantação de chuchus:
"... o controle da natalidade, na China, é levado avante com mão de ferro pelo governo, com a aplicação da política one child policy (1979), ou seja, só é permitida uma criança por casal. Enquanto visitávamos locais interessantes de Pequim, a guia que nos explicava a realidade cultural e social chinesa, ao entrar nessa questão, "a geração dos que se sentem sozinhos, pois não têm irmãos ou irmãs" como fruto dessa política. Se surgir uma segunda gravidez, o casal praticamente é obrigado a abortar, além de pagar uma pesada multa; perde o emprego e, além disso, passa a ser estigmatizado. Nesse contexto, o aborto acaba sendo um método normal de controle de natalidade. A preferência por nascituro masculino é apontada como sendo uma das causas para que se criasse um desequilíbrio gigantesco na relação numérica entre homens e mulheres. Faltam aproximadamente quarenta milhões de mulheres na China. Faltam meninas porque são abortadas por médicos a pedido dos futuros pais, que têm preferência por meninos, ou morreram por negligência como recém-nascidos ou bebês. Num contexto cultural sexista, a mulher grávida é obrigada a ir ao hospital para a identificação de sexo e, caso o feto seja identificado como feminino, a mulher é fortemente pressionada para abortar. Um livro lançado recentemente em inglês, comentado no congresso, retrata toda essa problemática: Behind the silence: chinese voices on abortion -Atrás do silêncio: vozes chinesas sobre o aborto (Nie Jing Bao, 2005).

Para tentar evitar que esse desequilíbrio aumente o número de abortos de fetos femininos, a política atual do governo proíbe a realização de ultra-som por motivos não médicos, com o objetivo de revelar o sexo do nascituro. Com a infração dessa regra, o profissional médico corre o risco de ter sua licença de exercício profissional cassada. Esta situação populacional chinesa, de desequilíbrio entre o número de nascimentos de homens e mulheres, foi discutida no Congresso, num simpósio especial, patrocinado pela Função Ford (EUA). A questão vem preocupando o Presidente chinês Hu Jintao, e um plano de ação para corrigir essa distorção populacional vem sendo estudado". (Revista PUC VIVA no. 27)
Para um padre com esta mentalidade, não é de surpreender que no vídeo apresente como cuidados para o fim da vida "as questões físicas, psíquico-afetivas e esperança", que ele diz ser "espiritualidade". Nada fala este Padre sobre a alma e a vida após a morte. Certamente um padre tão moderno, admirador da sociedade chinesa, já terá superado esses velhos dogmas do cristianismo.

O vídeo traz ainda a presença do Dr. Hélio Bicudo. Realmente é difícil encontrar políticos comprometidos com a doutrina da Igreja, mas certamente o Dr. Bicudo não seria esse representante. Apesar de seus discursos contra o aborto é conhecida a sua ausência do plenário da Comissão de Constituição Justiça e Redação, em 1996, que permitiu a aprovação do projeto que regulamentava o aborto nos casos de estupro.

Dr. Bicudo foi coerente, também no vídeo se omitiu, não quis atacar o aborto, para ele em relação a questão da vida é importante tratar da indiferença diante das pessoas vitimadas em vias públicas, e do judiciário que esta voltado para interesses econômicos. As clinicas de aborto clandestinas não merecem a menor atenção e nenhum comentário.

Existe ainda um depoimento da Irmã Nelly Booner que apresenta um sistema para recuperação de presos chamado "Escola de Perdão e Reconciliação". Como sempre uma visão totalmente naturalista, com algumas frases que chamam a atenção como por exemplo, que "a raiva é importante para mobilizar as pessoas". Traduzindo para uma linguagem mais clara, a Irmã Booner ressalva que um militante de esquerda, provavelmente do PT, sem raiva, não pode ser mobilizado. Tal apresentação, de fato, tira o foco das questões fundamentais.

No final da encenação em defesa da vida uma apresentação do Amparo Maternal, uma maternidade gratuita. Sem dúvida, do ponto de vista natural, um bom trabalho, mas o vídeo apresenta casos de mulheres que aparentemente engravidaram sem desejar, uma é muito jovem e muito pobre, outra já tem onze filhos e não pode cuidar de nenhum deles, outra foi abandonada pelo marido. Não são esses os exemplos utilizados pelos defensores do aborto? Em nenhum momento o caso do Amparo é apresentado como uma prova de que não há necessidade do aborto. E de repente entre em cena Dom Arns, como Pilatos no Credo, se bem que não se pode comparar o vídeo com o Credo. Mas como poderia faltar a propaganda do grande impulsionador da Teologia da Libertação?

No Amparo Maternal as crianças são alimentadas, mas nada se fala sobre o batismo, as mães recebem instrução profissional, mas não religiosa, sobre um padre para as necessidades de confissão, nem pensar. Certamente, a ausência das orientações religiosas contribuiu para que o Governador José Serra não tenha se sentido constrangido em defender efusivamente a distribuição gratuita de anticoncepcionais nas estações do Metrô e da CPTM, em discurso proferido nas dependências do próprio Amparo. (http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=87681)

Acreditamos que apesar de ser um vídeo oficial da CNBB, poucos bispos tenham tido efetiva participação na sua elaboração. Mas não se preocuparam eles em conhecer esse material e entrar em contato com a CNBB para protestar? Não se tem notícia de um único Bispo que se tenha posicionado contra tamanho absurdo representado por esse DVD naturalista e não católico da CNBB. Não é dever dos Bispos alertar ao Vaticano que essa pseudo defesa da vida, é na realidade uma mal disfarçada campanha em favor da Teologia da Libertação, que se esconde, agora, talvez com receio de uma nova condenação? Porque não se pronunciam certos Bispos que pretendem representar o "magistério vivo" e que se colocam como seguidores do Papa e dos ensinamentos tradicionais da Igreja?

Permanecem eles em viagens com finalidades de arrecadar fundos para suas obras, ao invés de protestarem contra essa má orientação aos católicos e esta revolta silenciosa contra Roma?

A exclusão posterior do depoimento da representante das Católicas pelo Direito de Decidir, somente retirou o bode da sala, mas a sujeira, a desordem, e a revolta da Campanha da Fraternidade continuam a mesma de sempre.

O vídeo nos leva a duas considerações. A primeira é que não podemos nem devemos contar com a CNBB, o que resta a fazer, já que os Bispos se omitem, é recorrer ao Vaticano para que, o quanto antes, intervenha nessa instituição episcopal para que ela retorne a seguir as orientações do Papa.

A segunda é que apesar desta traição os verdadeiros defensores da vida não devem desistir de sua luta, temos obrigação de continuar combatendo. A justiça está do nosso lado e a vitória é certa, não por causa de nossas qualidades, mas pela promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo, "as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Ademais, temos a proteção de Nossa Mãe Maria Santíssima que em Fátima nos prometeu, "por fim o meu Imaculado Coração triunfará".

Fonte: Montfort.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Desvendando o enigma do DVD

Fonte: Pró-vida Anápolis

(como as “Católicas pelo Direito de Decidir” vieram parar dentro do DVD da Campanha da Fraternidade 2008)

Quando foi divulgada a notícia de que o grupo pró-aborto “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) havia tomado parte na confecção do DVD da Campanha da Fraternidade de 2008 (“Fraternidade e defesa da vida”), seria normal pensar que a iniciativa partiu das próprias “Católicas”.

De fato, tendo escritório no andar imediatamente acima da sede do Regional Sul 1 da CNBB, no mesmo prédio alugado pela Ordem Carmelita[1], alguém poderia pensar que elas fizeram um trabalho de “infiltração”, até obterem o espaço desejado no vídeo.

Mas a história foi outra. Não foi preciso que elas pedissem para participar. Elas é que foram convidadas. Por quem? Pelo Sr. Nelson Tyski, um padre verbita que deixou o sacerdócio e hoje trabalha na Verbo Filmes[2].

Antes de contar o que ocorreu, convém explicar como tudo veio ao público. Muito simples: já era público. As CDD criaram um grupo de discussão no Yahoo, no endereço http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br. Quando se cria um grupo de discussão, pode-se escolher se as mensagens ficarão acessíveis ao público, ou se somente os membros do grupo terão acesso a elas. No caso, elas optaram por deixar as mensagens acessíveis a todos. Assim, no dia 9 de janeiro deste ano, o autor do blog “O possível e o extraordinário[3], copiou e publicou as mensagens em que aparecia o convite de participar do vídeo da Campanha da Fraternidade. Nada de espionagem, de interceptação telefônica ou de gravação clandestina. Nada de invasão da privacidade, já que o acesso às mensagens foi franqueado ao público. Eis como tudo aconteceu.

No dia 12 de setembro de 2007, ele Sr. Nelson Tyski fez o convite. No mesmo dia, Sra. Dulce Xavier, membro da CDD, enviou o recado às colegas:[4]

Companheiras,

Em anexo o texto da CF 2008. O Nelson - da Verbo Filmes - quer nos incluir num vídeo que eles vão fazer sobre o tema da CF. Vou ligar para saber mais sobre o vídeo, qual vai ser o roteiro - se terá perguntas, quais, etc. e que condições teremos de acompanhara produção do mesmo para saber o que vai ser editado da nossa fala. Vou repassando estas conversas, certo?

Dulce

No dia 17 de setembro, uma nova mensagem:[5]

Meninas,

Lembram que eu falei sobre a nossa participação num vídeo sobre a CF 2008 da Verbo Filmes ??? Pois é, o Nelson está solicitando quando podemos fazer isso. Isso deve levar no mínimo uma hora. Conversei com a Zeca e a Yury e elas acham que é importante CDD participar. Quem poderia dar um depoimento? Precisamos definir quem e ver a disponibilidade de tempo. O que acham?

Dulce

No mesmo dia, Sra. Maria José Rosado (Zeca), presidente das CDD, respondeu:[6]

Isso pode ser um ponto de pauta da reunião, não é?!

Zeca

No dia 18 de setembro, Sra. Dulce Xavier respondeu ao Sr. Nelson Tyski:[7]

Olá Nelson,

Conversei com a Equipe e decidimos que vamos sim gravar o depoimento. Teremos uma reunião na quinta-feira, quando decidiremos quem pode fazer isso. Você pode esperar até lá? Você poderia nos indicar um roteiro deste depoimento? Quais as perguntas serão feitas? E ainda qual o melhor dia ou horário para vocês? Assim, vamos organizando nosso tempo também.

Abraços

Dulce

Foi assim que o vídeo foi feito. Sra. Dulce Xavier foi a escolhida para fazer uma fala de 5 minutos, na qual criticou a Igreja Católica por não aceitar a anticoncepção, e defendeu a realização do aborto pela rede hospitalar pública para preservar “a vida das mulheres”.

Na segunda quinzena de dezembro de 2007, o DVD produzido pela Verbo Filmes, com a fala de Sra. Dulce Xavier, foi colocado à venda nas livrarias católicas. Embora a CNBB não fosse a produtora, seu logotipo aparecia no cartaz oficial da Campanha da Fraternidade, que foi estampado na capa.

A inserção das “católicas” no vídeo tinha sido feita sem a autorização da CNBB, que, quando soube da notícia, exigiu o recolhimento dos DVDs. A Verbo Filmes fez então uma outra edição, desta vez sem a fala das CDD. Quando as “católicas” vieram a saber disso, comentaram o assunto em sua lista. No dia 11 de janeiro de 2008, Sra. Dulce Xavier escreveu uma mensagem com o assunto “Notícias sobre as ações dos Pró-morte”[8]:

Dando continuidade aos informes sobre a participação de CDD no vídeo da CF 2008:

Conversei com o Nelson da Verbo Filmes que me informou o seguinte:

O Secretário Geral da CNBB, Dom Dimas, foi quem solicitou a retirada da fala de Católicas. O DVD é divulgado com o Logo da CNBB e a ordem religiosa, segundo seus responsáveis, não teve alternativa a não ser ceder diante da pressão, apesar de reconhecer a necessidade de considerar outros argumentos além dos "oficiais".

Segundo O Nelson, o depoimento de CDD foi retirado do DVD, assim como o da Marília - Movimento em Defesa da Vida. Os DVDs estão sendo substituídos pela nova versão.

Os verbitas reconhecem a necessidade de ouvir as várias posições sobre o tema, no entanto o Secretário Geral da CNBB declarou que os padres não estão preparados para conduzir este debate com suas comunidades.

O Nelson e outro padre (que não me lembro o nome) pediram desculpas e reforçaram o entendimento deles sobre a necessidade de um debate sobre estas questões, considerando a prática real dos/das católicos. E ainda chamaram a atenção para a disputa de poder interna dentro da IC.

Enfim, conversando com a Zeca ela sugeriu de enviar estas informações para os meios de comunicação;

Já dei uma entrevista sobre esta questão para o Jornal Gazeta do Povo do Paraná, mas ainda não recebi a matéria.

Abçs

Dulce

Refletindo...

A presença abortista na Igreja está bem mais próxima do que se pensa. No caso acima documentado, quem tomou a iniciativa foi a própria Verbo Filmes, uma empresa fundada em 1979, de propriedade da Congregação do Verbo Divino. E foi a contragosto, pedindo desculpas às CDD, que a Verbo Filmes voltou atrás.

É necessário e urgente, não só que a CNBB se manifeste sobre as CDD, mas que o caso chegue ao conhecimento da Santa Sé, uma vez que estão envolvidas ainda outras duas entidades religiosas: os Verbitas (donos da Verbo Filmes, que produziu o vídeo) e os Carmelitas (proprietários do imóvel alugado às CDD).


Estatísticas pró-aborto

O ex-abortista Dr. Bernard Nathanson, depois de convertido à causa pró-vida, confessou quantas mentiras havia inventado e divulgado sobre o aborto nos Estados Unidos. No Brasil, usa-se a mesma estratégia, por exemplo, multiplicando por mil o número de mortes maternas em decorrência de abortos “mal feitos”. Mas, ainda que a pesquisa seja verdadeira, os abortistas escolhem os dados a publicar e os dados a ocultar.

As CDD, por exemplo, encomendaram ao IBOPE uma pesquisa logo após a visita do Papa. No entanto, um dos resultados não agradou: o número de pessoas favoráveis ao chamado “Estado laico” diminuiu com a vinda do Santo Padre. Então, elas resolveram ocultar esse dado, conforme a seguinte mensagem de Dulce Xavier, de 1º de agosto de 2007:[9]

Companheiras

[...]

Segue texto e tabela da Pesquisa feita pelo IBOPE depois do Papa.

Neste fim de semana deverá ser veiculado pelo ESTADÃO, Revista Isto É, e alguma TV.

Acho legal vocês saberem pois alguém pode ligar para saber, etc.

A Idéia da Fátima Jordão foi de não divulgar os dados da pesquisa de CDD de 2005 junto com a de 2007 porque havia resultado como ex. do Estado Laico que diminuíram a concordância pós Papa; o combinado então foi de trabalhar apenas com um dado anterior, de uma pergunta feita pelo Vox Populi um pouco antes da vinda do Papa em 2007.

Enfim p. favor dêem uma olhada para saberem o que está rolando.

Dulce

Roma, 22 de janeiro de 2008.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis


[1] Rua Sebastião Soares de Faria, n.º 56, São Paulo, SP.

[2] A história da vida do Sr. Nelson Tyski é narrada por ele próprio no sítio dos Missionários do Verbo Divino (Verbitas):

[3]

[4] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1906

[5] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1917

[6] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1921

[7] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1922

[8] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/2151 “Pró-morte” é o apelido carinhoso com que ela chama a nós, pró-vida.

[9] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1813

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Teologia da Libertação e Aborto

Nosso amigo André do Perseverança na Fé nos enviou essa notícia e é bom que nós católicos fiquemos atento com os políticos e principalmente com os "sacerdotes" que caminham contra a Verdade.

Deputada feia apresenta projeto horroroso
A sra. Cida Gomes, deputada federal pelo PT/RJ, que adquiriu seus quinze minutos de fama após ter sido chamada de "feia" pelo colega deputado Clodovil, apresentou o projeto de lei n. 660/2007 para incluir no art. 128 do Código Penal a previsão do aborto eugênico (que ela hipocritamente chama de "terapêutico").
Confiram:
http://www.camara.gov.br/sileg/integras/449057.pdf
O projeto horroroso da deputada feia é uma reedição de proposta semelhante apresentada na legislatura anterior pela ex-deputada comunista Jandira Feghali, apelidada pela população de "samambaia abortista", o que indica que também não representava nenhum padrão de beleza feminina. Dona Jandira também foi relatora do projeto de lei n. 1135/1991, tendo apresentado substitutivo para legalizar o aborto no Brasil em toda e qualquer circunstância, durante os nove meses da gestação. A divulgação da atividade abortista de dona Jandira acarretou sua fragorosa derrota nas últimas eleições para o Senado, como representante do estado do Rio de Janeiro.
Segundo nos informa O Estado de São Paulo ( http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2007/mai/10/346.htm), dona Cida Diogo, a deputada feia, sempre foi identificada com as causas feministas e é defensora da união civil dos homossexuais (popularmente conhecida como "casamento gay"). Teria iniciado sua militância política no trabalho em CEB's (comunidades eclesiais de base) de Volta Redonda-RJ, provavelmente sob as bênçãos de d. Waldir Calheiros, o bispo vermelho. Isso dá uma amostra do mal que a "Teologia" da Libertação fez à Igreja católica no Brasil.
Mas as ruinosas consequências da Ideologia da Libertação não param por aí. Hoje (domingo, 20-05-2007), a Folha de São Paulo, o jornal de maior circulação do país, cedeu ao Frei Betto uma página inteira para que o religioso fizesse sub-repticiamente a defesa do aborto. No artigo de página inteira de Frei Betto, o frade abortista lamenta "as dificuldades que a Igreja católica impõe à discussão" sobre o aborto e emite "pérolas" como as que destacamos a seguir:
"É a defesa do sagrado dom da vida que levanta a pergunta se é lícito manter o aborto à margem da lei, pondo em risco também a vida de inúmeras mulheres que, na falta de recursos, tentam provocá-lo com chás, venenos, agulhas ou a ajuda de curiosas, em precárias condições higiênicas e terapêuticas".
"É possível que, nas atuais circunstâncias de nossa sociedade, a descriminalização legal do aborto seja um mal menor".
"Se os moralistas fossem sinceramente contra o aborto, lutariam para que não se tornasse necessário e todos pudessem nascer em condições sociais seguras. Ora, o mais cômodo é exigir que se mantenha a penalização do aborto".
[A legalização do aborto] "diminui é o número de óbitos em consequência do aborto. Em países onde o aborto não é criminalizado, inúmeras gestantes, ao procurar os serviços sociais decididas a fazê-lo, são convencidas a ter o filho -- o que não ocorreria se vigorasse a criminalização"
"Ao longo da história, a igreja nunca chegou a uma posição unânime e definitiva [sobre o aborto]. Até hoje, nem a ciência nem a teologia têm a resposta exata. A questão permanece em aberto ".
Esta é uma inverdade deliberada de Frei Betto. O frade não pode ignorar a enciclica Evangelium Vitae, em que o Papa João Paulo II, explicitando o magistério infalível da Igreja, confirmou solenemente que o aborto é um ato intrinsecamente imoral:
"Com a autoridade que Cristo conferiu a Pedro e aos seus Sucessores, em comunhão com os Bispos — que de várias e repetidas formas condenaram o aborto e que, na consulta referida anteriormente, apesar de dispersos pelo mundo, afirmaram unânime consenso sobre esta doutrina — declaro que o aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente. Tal doutrina está fundada sobre a lei natural e sobre a Palavra de Deus escrita, é transmitida pela Tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal." (Evangelium Vitae, n. 62)
Ora, se o magistério da Igreja já se pronunciou definitiva e infalivelmente sobre uma questão, ela não mais permanece em aberto. Roma locuta, causa finita. Ao dizer que a Igreja ainda não chegou a uma posição definitiva sobre o aborto, Frei Betto não apenas mente, como também incorre no delito canônico tipificado no cân. 1371 do Código de Direito Canônico:
Cân. 1371. Seja punido com justa pena:
1o) quem, fora do caso previsto no cân. 1364, § 1, ensinar uma doutrina condenada pelo Romano Pontífice ou pelo Concílio Ecumênico, ou rejeitar com pertinácia a doutrina referida no cân. 750, § 2, ou no cân. 752, e, admoestado pela Sé Apostólica ou pelo Ordinário, não se retratar;
Deve-se compreender ainda que, quando o Papa João Paulo II, o Grande confirmou solenemente o ensinamento da Igreja sobre o aborto, não se tratava de um novo ato de dogmatização , mas apenas da atestação formal de uma verdade já possuída e infalivelmente transmitida pela Igreja. Portanto, mesmo antes da confirmação solene de João Paulo II, a Igreja já tinha chegado a uma posição definitiva sobre o aborto, e já não era lícito a nenhum católico apartar-se dela.
Efetivamente, desde os seus inícios, o critianismo afirmou a ilicitude moral de todo aborto provocado. A Didaché, texto do século I, atribuído aos Apóstolos, considerado o primeiro catecismo da religião cristã, ensinava: «Não matarás o fruto do ventre por aborto, e não farás perecer a criança já nascida» (Didaché 2,2). Barnabé, o companheiro de Paulo Apóstolo, na Epístola que lhe é atribuída (não incluída nos livros canônicos da Bíblia), também afirma a absoluta ilicitude moral do aborto, o que consta também da conhecida Epístola a Diogneto, um documento cristão do século II. Neste mesmo século, o apologista cristão Atenágoras frisava que os cristãos têm na conta de homicidas as mulheres que utilizam medicamentos para abortar, e condenava os assassinos de crianças, incluindo igualmente no número destas as que vivem no seio materno, «onde elas já são objeto da solicitude da Providência divina».
Essa condenação moral do aborto ganhou forma jurídico-canônica quando os concílios do século III decretaram que quem praticasse o aborto ficaria excomungado. Depois disso, todos os concílios da Igreja católica mantiveram a pena de excomunhão.
"São Tomás de Aquino (século 13) reafirma não reconhecer como humano o embrião que ainda não completou 40 dias, quando então lhe é infundida a 'alma racional'".
Nesta passagem, o dominicano Frei Betto distorce deliberadamente o pensamento de seu confrade Santo Tomás de Aquino, com o intento sórdido de promover o aborto. Santo Tomás, que não era idiota, jamais afirmou, nem reafirmou, que o embrião humano não fosse humano. O pensamento de Santo Tomás, sobre a infusão da alma no embrião humano, prendia-se às teorias de Platão e Aristóteles sobre a tripartição da alma, dividida em alma racional, sensitiva e vegetativa. Segundo essas teorias, a alma vegetativa (ou nutritiva) seria o princípio responsável pelas funções de nutrição e crescimento do ser vivo; a alma sensitiva, o princípio responsável pela sensação e pelo movimento; e, finalmente, a alma racional (ou intelectiva), o princípio espiritual da inteligência humana, capaz de apreender o ser e a verdade das coisas por meio de uma operação imaterial.
Segundo o pensamento de Santo Tomás de Aquino, no embrião humano as almas vegetativa, sensitiva e intelectiva se desenvolveriam sucessivamente, uma dando lugar a outra e absorvendo em si as funções da anterior. A alma intelectiva se desenvolveria por último, sendo infundida no embrião humano por Deus, por tratar-se de um princípio espiritual. Que este seja verdadeiramente o pensamento de Santo Tomás pode ser verificado por qualquer pessoa que consulte a questão 118 da 1a parte da Suma Teológica, em que se constatará também a maneira grosseiramente anti-ética e desonesta com que o Frei Betto distorceu o pensamento do Aquinatense:
"Dicendum est quod anima preexistit in embryone a principio quidem nutritiva, postmodum autem sensitiva, et tandem intellectiva"
[Deve-se dizer que a alma preexiste no embrião, primeiro a nutritiva, depois a sensitiva, enfim a intelectiva]
"Dicendum est quod anima intellectiva creatur a Deo in fine generationis humanae, quae simul est et sensitiva et nutritiva, corruptis formis praeexistentibus"
[Deve-se dizer que a alma intelectiva é criada por Deus no término [do processo] da geração humana, e que essa alma é simultaneamente sensitiva e nutritiva, desfeitas as formas precedentes].
(Suma Teológica, 1a parte, questão 118, artigo 2)
Portanto, para Santo Tomás a vida começava na concepção, o que se dava após cerca de 40 dias era a infusão da alma intelectiva. Não podemos confundir uma coisa com outra.
E mais: Santo Tomás nunca defendeu que se pudesse matar o embrião antes da infusão da alma intelectiva. Percorrendo toda a volumosa obra do Aquinatense vocês não encontrarão uma linha sequer em defesa do aborto. Pelo contrário, encontrarão sempre argumentos capazes de tornar cada vez mais firme a defesa da inviolabilidade da vida humana inocente.
E São Basílio Magno, doutor da Igreja católica, em um escrito datado do ano de 374, já afirmava que a controvérsia sobre a infusão da alma intelectiva pouco importava para a posição da Igreja contra todo o aborto provocado:
"Qualquer pessoa que propositadamente destrói um feto incorre nas penas de assassinato. Não especulamos se o feto está formado ou não formado"
Outra grosseira mentira de Frei Betto:
"Embora a igreja defenda a sacralidade da vida do embrião em potência, a partir da fecundação, ela jamais comparou o aborto ao crime de infanticídio e nem prescreve rituais fúnebres ou batismo in extremis para os fetos abortados..."
Ao contrário do que diz o frade abortista, o Decreto de Graciano, obra jurídico-canônica de influência comparável à que exerceu o Código de Justiniano sobre o direito laico, transcreve essas palavras do Papa Estevão V, que exerceu o supremo pontificado entre os anos de 816 e 817: «É homicida aquele que fizer perecer, mediante o aborto, o que tinha sido concebido» .
E o cânon 871, do Código de Direito Canônico , determina o seguinte:
Cân. 871. Os fetos abortivos, se estiverem vivos, sejam batizados, na medida em que for possível.
Portanto, o Frei Betto, além de abortista, é um grande mentiroso.

Autor: Rodrigo R. Pedroso <rpedroso01@terra.com.br>.
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