Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade. (II Coríntios 13,8)
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CNBB divulga Declaração sobre o direito à objeção de consciência

em 24/09/2009 13:46:01 (121 leituras)

A Presidência da CNBB divulgou hoje uma declaração a respeito do direito à objeção de consciência afirmando que é direito de toda pessoa “manifestar sua objeção de consciência frente a tudo o que contraria as exigências da ordem moral, os princípios e valores éticos e a fé professada, de modo que ninguém, por tal motivo, possa ser punido ou forçado a agir de modo contrário àquilo que a consciência o move a fazer”.


A Declaração foi divulgada após a reunião do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (Consep), que terminou no final da manhã desta quinta-feira.


Leia a íntegra da Declaração.



Declaração sobre o direito à objeção de Consciência


“A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele


está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz” (Gaudium et Spes 16).



Em nome dos Bispos do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB, reunidos em Brasília, nos dias 22 a 24 de setembro de 2009, desejamos expressamos nossa solidariedade a todas as pessoas que se empenham na defesa e promoção da vida humana em todas as fases de seu desenvolvimento, sobretudo, daqueles seres sem nenhuma possibilidade de defesa.


Em nossa sociedade, marcada por tantas e tão contrastantes concepções acerca do ser humano e de sua dignidade, todos os que se propõem a assumir o compromisso de promover a justiça e defender a vida, certamente, enfrentarão muitas resistências e objeções. Movidos pelos ideais cristãos e empenhados na nobre e grave causa da defesa da vida, não nos é permitido ceder a qualquer tipo de pressão ou arrefecer nosso ânimo frente às dificuldades que continuamente enfrentamos.


É direito de toda pessoa manifestar sua objeção de consciência frente a tudo o que contraria as exigências da ordem moral, os princípios e valores éticos e a fé professada, de modo que ninguém, por tal motivo, possa ser punido ou forçado a agir de modo contrário àquilo que a consciência o move a fazer. Em certas ocasiões, com destemida firmeza, é necessário dizer: “É preciso obedecer antes a Deus que aos homens” (At 5,29).


Brasília – DF, 24 de setembro de 2009



Dom Geraldo Lyrio Rocha


Presidente da CNBB


Arcebispo de Mariana



Dom Luiz Soares Vieira


Arcebispo de Manaus


Vice-Presidente da CNBB



Dom Dimas Lara Barbosa


Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro


Secretário Geral da CNBB



Fonte: cnbb

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS BISPOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DO BRASIL

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
AOS BISPOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL
DO BRASIL DOS REGIONAIS OESTE 1 E 2
EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»

Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Queridos Irmãos no Episcopado

Com sentimentos de íntima alegria e amizade, acolho e saúdo a todos e cada um de vós, amados Pastores dos Regionais Oeste 1 e 2 no âmbito da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Com o vosso grupo, abre-se a longa peregrinação dos membros desta Conferência Episcopal em visita ad limina Apostolorum, que me dará ocasião de conhecer melhor a realidade das respectivas comunidades diocesanas. Serão jornadas de partilha fraterna para refletirmos juntos sobre as questões que vos preocupam. Um momento profundamente esperado desde aqueles inesquecíveis dias de maio de dois mil e sete, em que durante a minha visita ao vosso país pude experimentar todo o carinho do povo brasileiro pelo Sucessor de Pedro e, de modo especial, quando tive a possibilidade de abraçar com o olhar todo episcopado desta grande nação no encontro na catedral da Sé, em São Paulo.

Com efeito, só o coração grande de Deus pode conhecer, guardar e reger a multidão de filhos e filhas que Ele mesmo gerou na vastidão imensa do Brasil. Ao longo dos nossos colóquios destes dias, emergiam alguns desafios e problemas que enfrentais, como o Arcebispo de Campo Grande referia ao início deste nosso encontro. Impressionam as distâncias que vós mesmos, juntamente com vossos sacerdotes e demais agentes missionários, tendes de percorrer para servir e animar pastoralmente os respectivos fiéis, muitos deles a braços com problemas próprios duma urbanização relativamente recente onde o Estado nem sempre consegue ser um instrumento de promoção da justiça e do bem comum. Não vos desanimeis! Lembrai-vos que o anúncio do Evangelho e a adesão aos valores cristãos, como afirmei recentemente na Encíclica Caritas in Veritate «é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral» (n. 4). Obrigado, Senhor Dom Vitório, pelas amáveis palavras e devotados sentimentos que me dirigiu em nome de todos e que me apraz retribuir com votos de paz e prosperidade para o povo brasileiro neste significativo dia da sua Festa Nacional.

Como Sucessor de Pedro e Pastor universal, posso assegurar-vos que o meu coração vive dia a dia as vossas inquietudes e canseiras apostólicas, não cessando de lembrar junto de Deus os desafios que enfrentais no crescimento das vossas comunidades diocesanas. Em nossos dias, e concretamente no Brasil, os trabalhadores na Messe do Senhor continuam a ser poucos para a colheita que é grande (cf. Mt 9, 36-37). Não obstante a carência sentida, é verdadeiramente essencial uma adequada formação daqueles que são chamados a servir o Povo de Deus. Por essa razão, no âmbito do Ano Sacerdotal em curso, permiti que me detenha hoje a refletir convosco, amados Bispos do Oeste brasileiro, sobre a solicitude qualificativa do vosso ministério episcopal que é a geração de novos pastores.

Embora seja Deus o único capaz de semear no coração humano a chamada para o serviço pastoral do seu povo, todos os membros da Igreja deveriam interrogar-se sobre a urgência íntima e o real empenho com que sentem e vivem esta causa. Um dia, quando alguns dos discípulos temporizavam observando que faltavam «ainda quatro meses» para a colheita, Jesus rebateu: «Pois eu vos digo: Levantai os olhos e vede os campos, como estão dourados, prontos para a colheita» (Jo 4, 35). Deus não vê como o homem! A pressa do bom Deus é ditada pelo seu desejo de que «todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2,4). Há tantos que parecem querer consumir a vida toda em um minuto, outros que vagueiam no tédio e na inércia, ou abandonam-se a violências de todo gênero. No fundo, não passam de vidas desesperadas à procura da esperança, como o demonstra uma difusa embora às vezes confusa exigência de espiritualidade, uma renovada busca de pontos de referência para retomar a estrada da vida.

Prezados Irmãos, nos decênios sucessivos ao Concílio Vaticano II, alguns interpretaram a abertura ao mundo, não como uma exigência do ardor missionário do Coração de Cristo, mas como uma passagem à secularização, vislumbrando nesta alguns valores de grande densidade cristã como igualdade, liberdade, solidariedade, mostrando-se disponíveis a fazer concessões e descobrir campos de cooperação. Assistiu-se assim a intervenções de alguns responsáveis eclesiais em debates éticos, correspondendo às expectativas da opinião pública, mas deixou-se de falar de certas verdades fundamentais da fé, como do pecado, da graça, da vida teologal e dos novíssimos. Insensivelmente caiu-se na auto-secularização de muitas comunidades eclesiais; estas, esperando agradar aos que não vinham, viram partir, defraudados e desiludidos, muitos daqueles que tinham: os nossos contemporâneos, quando vêm ter conosco, querem ver aquilo que não vêem em parte alguma, ou seja, a alegria e a esperança que brotam do fato de estarmos com o Senhor ressuscitado.

Atualmente há uma nova geração já nascida neste ambiente eclesial secularizado que, em vez de registrar abertura e consensos, vê na sociedade o fosso das diferenças e contraposições ao Magistério da Igreja, sobretudo em campo ético, alargar-se cada vez mais. Neste deserto de Deus, a nova geração sente uma grande sede de transcendência.

São os jovens desta nova geração que batem hoje à porta do Seminário e que necessitam encontrar formadores que sejam verdadeiros homens de Deus, sacerdotes totalmente dedicados à formação, que testemunhem o dom de si à Igreja, através do celibato e da vida austera, segundo o modelo do Cristo Bom Pastor. Assim esses jovens aprenderão a ser sensíveis ao encontro com o Senhor, na participação diária da Eucaristia, amando o silêncio e a oração, procurando, em primeiro lugar, a glória de Deus e a salvação das almas. Amados Irmãos, como sabeis, é tarefa do Bispo estabelecer os critérios essenciais para a formação dos seminaristas e dos presbíteros na fidelidade às normas universais da Igreja: neste espírito devem ser desenvolvidas as reflexões sobre este tema, objeto da assembléia plenária da vossa Conferência Episcopal, em abril passado.

Certo de poder contar com o vosso zelo no tocante à formação sacerdotal, convido todos Bispos, seus sacerdotes e seminaristas a reproduzirem na vida a caridade de Cristo Sacerdote e Bom Pastor, como fez o Santo Cura d’Ars. E, como ele, tomem por modelo e proteção da própria vocação a Virgem Mãe, que correspondeu de um modo único ao chamado de Deus, concebendo no seu coração e na sua carne o Verbo feito homem para doá-lo à humanidade. Às vossas dioceses, com uma cordial saudação e a certeza da minha oração, levai uma paterna Bênção Apostólica.

© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana


[http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2009/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20090907_ad-limina-brasile_po.html]

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI AO PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA DOS BISPOS DO BRASIL POR OCASIÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2009


Ao Venerável Irmão no Episcopado
D. Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB
Arcebispo de Mariana (MG)

Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo uma vez mais aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2009, está destinada a considerar o lema "A paz é fruto da justiça". É um tempo de conversão e de reconciliação de todos os cristãos, para que as mais nobres aspirações do coração humano possam ser satisfeitas, e prevaleça a verdadeira paz entre os povos e as comunidades.

Meu Venerável predecessor, o Papa João Paulo II, no Dia Mundial da Paz de 2002, ao ressaltar precisamente que a verdadeira paz é fruto da justiça, fazia notar que "a justiça humana é sempre frágil e imperfeita" devendo ser "exercida e de certa maneira completada com o perdão que cura as feridas e restabelece em profundidade as relações humanas transtornadas" (n. 3).

O Documento final de Aparecida, ao tratar do Reino de Deus e a promoção da dignidade humana, recordava os sinais evidentes da presença do Reino na vivência pessoal e comunitária das Bem-aventuranças, na evangelização dos pobres, no conhecimento e cumprimento da vontade do Pai, no martírio por causa da fé, no acesso de todos os bens da criação, e no perdão mútuo, sincero e fraterno, aceitando e respeitando a riqueza da pluralidade, e a luta para não sucumbir à tentação e não ser escravos do mal (n. 8.1).

A Quaresma nos convida a lutar sem esmorecimento para fazer o bem, precisamente por sabermos como é difícil que nós, os homens, nos decidamos seriamente a praticar a justiça — e ainda falta muito para que a convivência se inspire na paz e no amor, e não no ódio ou na indiferença. Não ignoramos também que, embora se consiga atingir uma razoável distribuição dos bens e uma harmoniosa organização da sociedade, jamais desaparecerá a dor da doença, da incompreensão ou da solidão, da morte das pessoas que amamos, da experiência das nossas limitações.

Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete. Mas respeita a liberdade de cada indivíduo e por isso permite que elas existam, pois fazem parte da condição humana, após o pecado original. Contudo, seu coração cheio de amor pelos homens levou-o a carregar, juntamente com a cruz, todos esses tormentos: o nosso sofrimento, a nossa tristeza, a nossa fome e sede de justiça. Vamos pedir-lhe que saibamos testemunhar os sentimentos de paz e de reconciliação que O inspiraram no Sermão da Montanha, para alcançar a eterna Bem-aventurança.

Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo, para que sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil, e que a vida nova em Cristo alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural, derramando os dons da paz e da prosperidade, despertando em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica.

Vaticano, 25 de Fevereiro de 2009

BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: vatican

segunda-feira, 14 de abril de 2008

NOTA EM DEFESA DA VIDA HUMANA

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

46ª Assembléia Geral

Itaici – Indaiatuba - SP, 02 a 11 de abril de 2008


NOTA EM DEFESA DA VIDA HUMANA


Nós, Bispos do Brasil, reunidos na 46ª Assembléia Geral, fiéis à nossa missão evangelizadora e aos compromissos assumidos na Campanha da Fraternidade de 2008, com o tema “Fraternidade e Defesa da Vida” e o lema “Escolhe, pois, a Vida” (Dt 30,19), reafirmamos nosso empenho pela valorização, defesa e promoção da vida humana.

A vida humana é sagrada. O direito à vida fundamenta quaisquer outros direitos. Desde a fecundação até seu declínio natural, a vida é fruto da ação criadora de Deus, “Senhor e Amigo da Vida” (Sb 11,26), e permanece sempre em relação com Ele, seu único fim. Cabe ao ser humano a responsabilidade de acolher e fazer frutificar este inestimável dom divino.

O Magistério da Igreja defende o direito à vida, bem primário fundamental em qualquer fase de desenvolvimento ou condição em que se encontra. A vida humana não pode ser instrumentalizada, violada ou destruída, devendo, pois, ser defendida sempre que ameaçada ou fragilizada.

Convidamos todos a se unirem a nós na defesa da vida, repudiando as tentativas de legalização do aborto em nosso País. Tal ato é moralmente inadmissível, pois faz muitas vítimas: a criança suprimida, a mãe isolada nos seus sentimentos de culpa e psicologicamente enferma, o pai que aprovou ou não se opôs e demais familiares. As mães que não consentem na prática do aborto, lutam e sofrem para gerar seus filhos, merecem nosso apoio e valorização. As mães que passaram pela triste experiência do aborto consentido, uma vez arrependidas, contem com a misericórdia divina que supera toda fraqueza humana (cf. Documento de Aparecida, 469g).

A ciência e a técnica têm contribuído para o desenvolvimento no âmbito da saúde e para o prolongamento da vida humana. Porém, “aquilo que é tecnicamente possível não é necessariamente, por esta mera razão, admissível do ponto de vista moral” (Donum vitae, Introdução, 4). A busca de qualidade de vida através das pesquisas científicas deve ser coerente com os princípios da inviolabilidade da vida humana, da lei natural e do mandamento “não matarás” (Ex 20,13), que devem ser respeitados sempre.

Reconhecemos, com gratidão, as pesquisas feitas em favor da vida, de modo particular, no que diz respeito às células-tronco adultas em vista à sua aplicação terapêutica. Lembramos que os princípios éticos devem sempre orientar os estudiosos e os cientistas para que a vida humana seja respeitada na sua integridade, desde a sua concepção até seu declínio natural.

Na célula inicial há tudo o que a natureza predispõe para o desenvolvimento da nova vida. O embrião humano deve ser respeitado e tratado como um ser humano desde a sua fecundação e, por isso, desde esse mesmo momento, deve-lhe ser reconhecido o direto inviolável de cada ser humano à vida (cf. João Paulo II, Evangelium Vitae, 60). Essa afirmação encontra apoio e plena correspondência nos direitos essenciais dos próprios indivíduos, reconhecidos e tutelados pela Declaração Universal dos Direitos do Homem que, em seu artigo 3º, reconhece que “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.

O uso de embriões humanos e a sua destruição para a pesquisa científica, bem como a sua crioconservação, violam o mais fundamental de todos os direitos, o direito à vida e a indissociável dignidade da pessoa humana, expressos nos artigos 1º, III e 5º, caput, da Constituição Federal. O artigo 4º do Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana de Direitos Humanos), ratificado pelo Brasil em 25.09.1992, também estabelece que “toda pessoa tem o direito a que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente”.

Aguardamos o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal que votará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), de número 3.510. Esperamos que a vida humana seja defendida incondicionalmente.

Agradecemos o trabalho de muitos cientistas e pesquisadores da área biomédica e de juristas que defendem a vida a partir de princípios éticos. Agradecemos também a dedicação de agentes da saúde, de parteiras, de socorristas, das Frentes Parlamentares em favor da vida, das associações Pró-Vida, das pastorais e movimentos, de catequistas e lideranças da Igreja e de todas as pessoas de boa vontade que defendem a vida com o testemunho de fé e cidadania.

Conclamamos todos, especialmente os fiéis de nossas Dioceses e Paróquias, à realização de gestos concretos em favor da vida, tais como: centros de acolhida da mãe gestante, a prática da adoção, a doação de sangue e de órgãos para transplantes, a difusão dos “10 Mandamentos do Motorista”, a constituição de Comissões Diocesanas de Bioética, a Semana Nacional da Vida e a celebração anual do Dia do Nascituro, em 8 de outubro.

Jesus Cristo, fonte da Vida, pela intercessão de sua Mãe, venerada com o título de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, abençoe o povo brasileiro e proteja a todos no compromisso pela promoção e defesa da vida.


Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Não permitam que “dourem a pílula” através de seu embrião.

Porque não é verdade que o estudo de células-tronco do embrião vai favorecer o povo brasileiro:

1.Você acredita ser verdade que para o Brasil não ficar atrasado, retroagir, precisa copiar ações que não deram certo, como os estudos com células-tronco do embrião humano realizadas no instituto que leva o nome do ator Christopher Reeve (que encarnou o Super-Homem), nos EUA há 15 anos, através de milhões gastos, sem sucesso e até hoje milhares de pessoas continuam paraplégicas?

2.Você sabia que para cultivar essas células do embrião humano, com 100 células, são necessárias camadas alimentadoras de outros fetos? E que essas células de seu embrião congelado, em um mês vão atingir milhões de células, com o DNA de sua família, podendo se transformar em linhagens que poderão ser patenteadas?

3.Você sabia que é mentira que o embrião humano congelado é inviável após 3 anos? Se fosse, não seria congelado, basta doa-lo para casais sem filhos e coloca-lo no útero.

4. Você sabia que a célula do câncer é uma célula adulta que resolve voltar a ser célula embrionária? Portanto desde 2006 existem técnicas para os pesquisadores estudarem os mecanismos das células tronco embrionárias através das células-tronco-adultas induzidas (Yamanaka,S – 2006 e 2007) e também através das várias linhagens de células tronco embrionárias humanas americanas já existentes?

5.Você sabia que a definição do início da vida humana, o encontro do espermatozóide com o óvulo formando o zigoto está escrito na página 18 do maior tratado médico de embriologia escrito por Moore e Persaud, e se deixarmos no útero desenvolverá a pessoa humana ?

6.Você acha certo o que está escrito no texto abaixo?
“Quem coloca a mão na massa sabe quais são as limitações (da pesquisa). Às vezes, você realmente tem de vender o peixe quando precisa de financiamento (dinheiro). Não adianta você dizer: “Olha, vou ficar 20 anos seqüenciando para talvez chegar a um resultado. A gente tenta dourar um pouquinho a pílula”.( Jornal Folha de S.Paulo, 01 de abril de 2007)

Homens e mulheres brasileiras: não permitam que “dourem a pílula” através de seu embrião !!!!

Profa Dra Lilian Piñero Eça
Presidente do IPCTRON - Instituto de Pesquisas de Células–Tronco


Fonte: http://www.pastoralfamiliarcnbb.org.br/novo_site/noticias/noticia.asp?id=1122

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Católicas pelo Direito de Decidir: o bode da Campanha da Fraternidade 2008

Por Alberto Zucchi


Provocou justa indignação a presença de depoimento de uma representante do movimento que defende o aborto, e que impropriamente se denomina, Católicas pelo Direito de Decidir, no vídeo da Campanha da Fraternidade 2.008, com o tema Escolhe, pois, a vida. Ingenuamente, alguém poderia esperar que a CNBB utilizasse essa campanha como uma defesa da vida e da doutrina católica, contra aqueles que propugnam o aborto, a destruição de embriões humanos, a eutanásia. A revolta nos meios católicos pela inclusão nesse DVD da CNBB do depoimento de uma "Católica pelo Direito de Decidir”, fez com que fosse produzida uma 2ª. edição do vídeo, excluindo a representante dessa associação.

Alguns lamentam o fato de tradicionais defensores da vida, como por exemplo, o Padre Luiz Carlos Lodi, a Dra. Alice Teixeira, a Dra. Lílian Piñero, o Dr. Paulo Leão, a Dra. Maria Dolly Guimarães, que juntamente conosco estiveram presentes na luta em defesa da vida, desde a discussão sobre a utilização de células troncas embrionárias, não terem sido convidados a participar do vídeo. Na realidade, é uma grande honra para todos eles não terem sido chamados a participar dessa farsa.

A exclusão final das falsas católicas da CDD, entretanto, nada alterou a essência do vídeo que continuou a ser escandaloso, pois, de fato, ao invés de fazer a defesa da vida, o DVD produzido pela Conferência Episcopal brasileira é apenas um disfarçado instrumento de difusão, da já diversas vezes condenada, teologia da libertação, e certamente prejudicial à luta contra o aborto.

Os responsáveis pelo vídeo tiveram a preocupação de que os "homens de boa vontade" pudessem participar dessa produção, pois palavras como oração, vida sobrenatural, e outras próprias à religião católica foram completamente excluídas. Nem mesmo as mais elementares recomendações morais católicas para a produção de um vídeo foram observadas. É um DVD completamente laico e naturalista o produzido pela CNBB. Poderia ser um DVD ateu.

No vídeo produzido para a CNBB, uma entidade que também se afirma católica, em nenhum momento cita-se o Papa Bento XVI, não há uma única referência à visita do Papa ao Brasil, aos seus discursos contra as leis que atentam contra vida humana. Em nenhum depoimento foi lembrado que o Vaticano produziu uma grande quantidade de documentos e material muito úteis na defesa da doutrina católica sobre a vida, como por exemplo, o Léxico do Conselho Pontifício para a Família, recentemente publicado em português, mas sempre ausente das livrarias católicas. Quem vê o vídeo da CNBB, fica com a clara impressão de um verdadeiro cisma entre a CNBB e as autoridades do Vaticano. Não é uma honra ter sido excluído de um local onde também o Papa foi impedido de entrar?

Estaríamos exagerando em nossas afirmações? Vejamos, por exemplo, o que pensa, um dos principais protagonistas do vídeo, o ex-padre e atual professor da PUC, Fernando Altemeyer Júnior:
"O papa não é a Igreja, o papa espelha um catolicismo oficial, que representa apenas uns 10% dos católicos do mundo. É como se fosse a ponta de um icebergue, os outros 90% ficam debaixo de água". (http://www.reflexodigital.com/index.php?cat=42&item=2026&PHPSESSID=6dd3f47623fb09671a22d9ee600f9d8a)
E esse Padre, que abandonou a batina, dirige o ensino de religião na PUC de São Paulo e participou do DVD da CNBB, minimizando o Papel do Papa.
Veja-se ainda o que pensa ele sobre a obediência que os padres devem ao Vaticano:
"Há uma certa esquizofrenia, sim. Os brasileiros aplaudem o discurso do Vaticano, mas dentro de casa o que se segue é outra coisa. A mesma postura é adotada por muitos dos padres brasileiros. Eles seguem a orientação do Vaticano de uma maneira geral, mas, quando se está na frente de um fiel, é preciso adequar a estrutura moral à realidade humana". (http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u25097.shtml
Teria aceitado ele a condenação à Teologia da Libertação? Vejamos:
"Um exemplo da intolerância do papa, na opinião de Altemeyer, pôde ser vista no Brasil. O frei Leonardo Boff, por exemplo, foi punido duas vezes por sua atuação social, e acabou deixando a igreja. Altemeyer, que já foi padre e é partidário da Teologia da Libertação, não acha, no entanto, que o conservadorismo do papa João Paulo 2º é levado ao pé da letra pelos padres ou fiéis brasileiros". (http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u25097.shtml)

É, portanto, natural que em um vídeo em que participe esse ex-padre, o Papa seja esquecido.
Apesar de ter "esquecido" do Papa, a CNBB não esqueceu de pedir dinheiro, apresentando no vídeo diversas formas com as quais os católicos podem enviar recursos aos defensores da Teologia da Libertação.

Apesar de insistir sobre os problemas materiais de nossa sociedade a CNBB, desta vez, esqueceu da corrupção. O PT, partido da Teologia da Libertação foi poupado.

Distante do Vaticano e do Papa, a CNBB convidou para participar do vídeo, teólogos da libertação, políticos de esquerda e ilustres desconhecidos, talvez com alguma desonrosa exceção, na luta em defesa da vida. O resultado é a uma indisfarçável simpatia pela luta de classes, como, por exemplo, na absurda e herética afirmação, do já referido ex-padre Fernando Altmeyr Jr. de que "fora dos pobres não há salvação" (DVD Escolhe, pois, a Vida, bloco II – Ver-Julgar-Agir). Por dever com a verdade, entretanto, devemos dizer que a aparência de todos os protagonistas, especialmente do autor da herética frase, está bem longe de demonstrar pobreza.

Assim, no vídeo que deveria defender a vida não há uma única condenação do aborto, apenas uma única vez se critica a utilização de células-tronco embrionárias como se fosse uma mera opinião da Igreja, a condenação da eutanásia é feita de forma confusa e com muitas ressalvas. Não se faz a defesa e a valorização da família, não se alerta para o perigo da lei de homofobia que poderá desencadear uma verdadeira perseguição religiosa no Brasil.

Pelo contrário, o vídeo está recheado de afirmações demagógicas, vagas e absolutamente inúteis aos defensores da vida, como por exemplo, a de uma professora que afirma que "a primeira coisa que devemos conseguir é que a criança o aluno se ame". Ou ainda, a afirmação do Padre Carlos Josaphat de que "a vida não é o lado produtivo". Também este padre não esquece de promover a luta de classes, distorcendo completamente os ensinamentos da Bíblia com a absurda interpretação de que os Profetas do Antigo Testamento tinham predileção pelos pobres.

O Padre Josaphat é mais um dos protagonistas do vídeo a não dar importância ao que a Igreja ensina. Veja-se na entrevista a seguir, concedida à Folha de São Paulo, como ele destaca a importância da orientação médica e não da Igreja.
"Sinapse - O que o sr. pensa sobre a utilização de métodos contraceptivos artificiais, um dos dogmas da igreja?
Josaphat - Essa questão envolve vários aspectos. Um deles é o dos casais que querem planejar a vida da família. A igreja diz que eles só devem usar métodos naturais de contracepção. Acredito que o homem e a mulher, com uma correta orientação médica, devem escolher o método, natural ou artificial, que mais lhes convém. A posição deles deve ser respeitada pelos padres. Método é meio, e o meio é empregado da maneira mais ajustada aos bons fins que se deseja alcançar. Em relação à Aids, a questão é evitar o contágio. Se a pessoa optou pela promiscuidade, pelo menos deve empregar o preservativo, para não cometer duas faltas: ter vida promíscua e espalhar um mal grave. Quem diz que não se deve usar preservativos pode estar cometendo um crime, pois pode fazer com que ocorra a contaminação de muitas pessoas." Folha de São Paulo, Entre o céu e a terra - 30/3/2005.
Alguns dos protagonistas do vídeo preocupam-se ainda em dar conselhos práticos para a Defesa da Vida. Nesses conselhos, ninguém comenta sobre as leis abortistas e contra a família que foram aprovadas ou estão em discussão no Congresso Nacional, muito menos os católicos são orientados a pedir a Deus e a Nossa Senhora, sua proteção. O agir para os protagonistas do vídeo, como por exemplo, o Dr. Klaudio Koffani Nunes consiste em "dialogo, promover reuniões, cuidar de gente que sofre, espaço para as crianças serem atendidas, espaço para morar, ambiente escolar". Sem dúvida estes são os conselhos apropriados para quem deseja deter a luta contra o aborto.

Nesta mesma linha o Pe. Leo Pessini trata da Bioética. Sem tocar na questão do aborto, e pisando em brasas sobre o assunto células-tronco embrionárias, o Padre Leo faz uma confusa crítica à eutanásia e pede para que as comunidades verifiquem como estão as crianças, os idosos e onde estão as pessoas deficientes e doentes. Teria esquecido o padre Leo Pessini de tratar do que interessa, ou quis ele esconder a sua verdadeira opinião?

Quando esteve participando do Congresso de Bioética na China, Padre Leo, publicou suas impressões sobre aquele pais. Veja com que indiferença, ou melhor, com que simpatia e compreensão pela cultura da China comunista ele trata do problema da prática do aborto, como se este prática fosse equivalente a um problema com a plantação de chuchus:
"... o controle da natalidade, na China, é levado avante com mão de ferro pelo governo, com a aplicação da política one child policy (1979), ou seja, só é permitida uma criança por casal. Enquanto visitávamos locais interessantes de Pequim, a guia que nos explicava a realidade cultural e social chinesa, ao entrar nessa questão, "a geração dos que se sentem sozinhos, pois não têm irmãos ou irmãs" como fruto dessa política. Se surgir uma segunda gravidez, o casal praticamente é obrigado a abortar, além de pagar uma pesada multa; perde o emprego e, além disso, passa a ser estigmatizado. Nesse contexto, o aborto acaba sendo um método normal de controle de natalidade. A preferência por nascituro masculino é apontada como sendo uma das causas para que se criasse um desequilíbrio gigantesco na relação numérica entre homens e mulheres. Faltam aproximadamente quarenta milhões de mulheres na China. Faltam meninas porque são abortadas por médicos a pedido dos futuros pais, que têm preferência por meninos, ou morreram por negligência como recém-nascidos ou bebês. Num contexto cultural sexista, a mulher grávida é obrigada a ir ao hospital para a identificação de sexo e, caso o feto seja identificado como feminino, a mulher é fortemente pressionada para abortar. Um livro lançado recentemente em inglês, comentado no congresso, retrata toda essa problemática: Behind the silence: chinese voices on abortion -Atrás do silêncio: vozes chinesas sobre o aborto (Nie Jing Bao, 2005).

Para tentar evitar que esse desequilíbrio aumente o número de abortos de fetos femininos, a política atual do governo proíbe a realização de ultra-som por motivos não médicos, com o objetivo de revelar o sexo do nascituro. Com a infração dessa regra, o profissional médico corre o risco de ter sua licença de exercício profissional cassada. Esta situação populacional chinesa, de desequilíbrio entre o número de nascimentos de homens e mulheres, foi discutida no Congresso, num simpósio especial, patrocinado pela Função Ford (EUA). A questão vem preocupando o Presidente chinês Hu Jintao, e um plano de ação para corrigir essa distorção populacional vem sendo estudado". (Revista PUC VIVA no. 27)
Para um padre com esta mentalidade, não é de surpreender que no vídeo apresente como cuidados para o fim da vida "as questões físicas, psíquico-afetivas e esperança", que ele diz ser "espiritualidade". Nada fala este Padre sobre a alma e a vida após a morte. Certamente um padre tão moderno, admirador da sociedade chinesa, já terá superado esses velhos dogmas do cristianismo.

O vídeo traz ainda a presença do Dr. Hélio Bicudo. Realmente é difícil encontrar políticos comprometidos com a doutrina da Igreja, mas certamente o Dr. Bicudo não seria esse representante. Apesar de seus discursos contra o aborto é conhecida a sua ausência do plenário da Comissão de Constituição Justiça e Redação, em 1996, que permitiu a aprovação do projeto que regulamentava o aborto nos casos de estupro.

Dr. Bicudo foi coerente, também no vídeo se omitiu, não quis atacar o aborto, para ele em relação a questão da vida é importante tratar da indiferença diante das pessoas vitimadas em vias públicas, e do judiciário que esta voltado para interesses econômicos. As clinicas de aborto clandestinas não merecem a menor atenção e nenhum comentário.

Existe ainda um depoimento da Irmã Nelly Booner que apresenta um sistema para recuperação de presos chamado "Escola de Perdão e Reconciliação". Como sempre uma visão totalmente naturalista, com algumas frases que chamam a atenção como por exemplo, que "a raiva é importante para mobilizar as pessoas". Traduzindo para uma linguagem mais clara, a Irmã Booner ressalva que um militante de esquerda, provavelmente do PT, sem raiva, não pode ser mobilizado. Tal apresentação, de fato, tira o foco das questões fundamentais.

No final da encenação em defesa da vida uma apresentação do Amparo Maternal, uma maternidade gratuita. Sem dúvida, do ponto de vista natural, um bom trabalho, mas o vídeo apresenta casos de mulheres que aparentemente engravidaram sem desejar, uma é muito jovem e muito pobre, outra já tem onze filhos e não pode cuidar de nenhum deles, outra foi abandonada pelo marido. Não são esses os exemplos utilizados pelos defensores do aborto? Em nenhum momento o caso do Amparo é apresentado como uma prova de que não há necessidade do aborto. E de repente entre em cena Dom Arns, como Pilatos no Credo, se bem que não se pode comparar o vídeo com o Credo. Mas como poderia faltar a propaganda do grande impulsionador da Teologia da Libertação?

No Amparo Maternal as crianças são alimentadas, mas nada se fala sobre o batismo, as mães recebem instrução profissional, mas não religiosa, sobre um padre para as necessidades de confissão, nem pensar. Certamente, a ausência das orientações religiosas contribuiu para que o Governador José Serra não tenha se sentido constrangido em defender efusivamente a distribuição gratuita de anticoncepcionais nas estações do Metrô e da CPTM, em discurso proferido nas dependências do próprio Amparo. (http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=87681)

Acreditamos que apesar de ser um vídeo oficial da CNBB, poucos bispos tenham tido efetiva participação na sua elaboração. Mas não se preocuparam eles em conhecer esse material e entrar em contato com a CNBB para protestar? Não se tem notícia de um único Bispo que se tenha posicionado contra tamanho absurdo representado por esse DVD naturalista e não católico da CNBB. Não é dever dos Bispos alertar ao Vaticano que essa pseudo defesa da vida, é na realidade uma mal disfarçada campanha em favor da Teologia da Libertação, que se esconde, agora, talvez com receio de uma nova condenação? Porque não se pronunciam certos Bispos que pretendem representar o "magistério vivo" e que se colocam como seguidores do Papa e dos ensinamentos tradicionais da Igreja?

Permanecem eles em viagens com finalidades de arrecadar fundos para suas obras, ao invés de protestarem contra essa má orientação aos católicos e esta revolta silenciosa contra Roma?

A exclusão posterior do depoimento da representante das Católicas pelo Direito de Decidir, somente retirou o bode da sala, mas a sujeira, a desordem, e a revolta da Campanha da Fraternidade continuam a mesma de sempre.

O vídeo nos leva a duas considerações. A primeira é que não podemos nem devemos contar com a CNBB, o que resta a fazer, já que os Bispos se omitem, é recorrer ao Vaticano para que, o quanto antes, intervenha nessa instituição episcopal para que ela retorne a seguir as orientações do Papa.

A segunda é que apesar desta traição os verdadeiros defensores da vida não devem desistir de sua luta, temos obrigação de continuar combatendo. A justiça está do nosso lado e a vitória é certa, não por causa de nossas qualidades, mas pela promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo, "as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Ademais, temos a proteção de Nossa Mãe Maria Santíssima que em Fátima nos prometeu, "por fim o meu Imaculado Coração triunfará".

Fonte: Montfort.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Desvendando o enigma do DVD

Fonte: Pró-vida Anápolis

(como as “Católicas pelo Direito de Decidir” vieram parar dentro do DVD da Campanha da Fraternidade 2008)

Quando foi divulgada a notícia de que o grupo pró-aborto “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) havia tomado parte na confecção do DVD da Campanha da Fraternidade de 2008 (“Fraternidade e defesa da vida”), seria normal pensar que a iniciativa partiu das próprias “Católicas”.

De fato, tendo escritório no andar imediatamente acima da sede do Regional Sul 1 da CNBB, no mesmo prédio alugado pela Ordem Carmelita[1], alguém poderia pensar que elas fizeram um trabalho de “infiltração”, até obterem o espaço desejado no vídeo.

Mas a história foi outra. Não foi preciso que elas pedissem para participar. Elas é que foram convidadas. Por quem? Pelo Sr. Nelson Tyski, um padre verbita que deixou o sacerdócio e hoje trabalha na Verbo Filmes[2].

Antes de contar o que ocorreu, convém explicar como tudo veio ao público. Muito simples: já era público. As CDD criaram um grupo de discussão no Yahoo, no endereço http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br. Quando se cria um grupo de discussão, pode-se escolher se as mensagens ficarão acessíveis ao público, ou se somente os membros do grupo terão acesso a elas. No caso, elas optaram por deixar as mensagens acessíveis a todos. Assim, no dia 9 de janeiro deste ano, o autor do blog “O possível e o extraordinário[3], copiou e publicou as mensagens em que aparecia o convite de participar do vídeo da Campanha da Fraternidade. Nada de espionagem, de interceptação telefônica ou de gravação clandestina. Nada de invasão da privacidade, já que o acesso às mensagens foi franqueado ao público. Eis como tudo aconteceu.

No dia 12 de setembro de 2007, ele Sr. Nelson Tyski fez o convite. No mesmo dia, Sra. Dulce Xavier, membro da CDD, enviou o recado às colegas:[4]

Companheiras,

Em anexo o texto da CF 2008. O Nelson - da Verbo Filmes - quer nos incluir num vídeo que eles vão fazer sobre o tema da CF. Vou ligar para saber mais sobre o vídeo, qual vai ser o roteiro - se terá perguntas, quais, etc. e que condições teremos de acompanhara produção do mesmo para saber o que vai ser editado da nossa fala. Vou repassando estas conversas, certo?

Dulce

No dia 17 de setembro, uma nova mensagem:[5]

Meninas,

Lembram que eu falei sobre a nossa participação num vídeo sobre a CF 2008 da Verbo Filmes ??? Pois é, o Nelson está solicitando quando podemos fazer isso. Isso deve levar no mínimo uma hora. Conversei com a Zeca e a Yury e elas acham que é importante CDD participar. Quem poderia dar um depoimento? Precisamos definir quem e ver a disponibilidade de tempo. O que acham?

Dulce

No mesmo dia, Sra. Maria José Rosado (Zeca), presidente das CDD, respondeu:[6]

Isso pode ser um ponto de pauta da reunião, não é?!

Zeca

No dia 18 de setembro, Sra. Dulce Xavier respondeu ao Sr. Nelson Tyski:[7]

Olá Nelson,

Conversei com a Equipe e decidimos que vamos sim gravar o depoimento. Teremos uma reunião na quinta-feira, quando decidiremos quem pode fazer isso. Você pode esperar até lá? Você poderia nos indicar um roteiro deste depoimento? Quais as perguntas serão feitas? E ainda qual o melhor dia ou horário para vocês? Assim, vamos organizando nosso tempo também.

Abraços

Dulce

Foi assim que o vídeo foi feito. Sra. Dulce Xavier foi a escolhida para fazer uma fala de 5 minutos, na qual criticou a Igreja Católica por não aceitar a anticoncepção, e defendeu a realização do aborto pela rede hospitalar pública para preservar “a vida das mulheres”.

Na segunda quinzena de dezembro de 2007, o DVD produzido pela Verbo Filmes, com a fala de Sra. Dulce Xavier, foi colocado à venda nas livrarias católicas. Embora a CNBB não fosse a produtora, seu logotipo aparecia no cartaz oficial da Campanha da Fraternidade, que foi estampado na capa.

A inserção das “católicas” no vídeo tinha sido feita sem a autorização da CNBB, que, quando soube da notícia, exigiu o recolhimento dos DVDs. A Verbo Filmes fez então uma outra edição, desta vez sem a fala das CDD. Quando as “católicas” vieram a saber disso, comentaram o assunto em sua lista. No dia 11 de janeiro de 2008, Sra. Dulce Xavier escreveu uma mensagem com o assunto “Notícias sobre as ações dos Pró-morte”[8]:

Dando continuidade aos informes sobre a participação de CDD no vídeo da CF 2008:

Conversei com o Nelson da Verbo Filmes que me informou o seguinte:

O Secretário Geral da CNBB, Dom Dimas, foi quem solicitou a retirada da fala de Católicas. O DVD é divulgado com o Logo da CNBB e a ordem religiosa, segundo seus responsáveis, não teve alternativa a não ser ceder diante da pressão, apesar de reconhecer a necessidade de considerar outros argumentos além dos "oficiais".

Segundo O Nelson, o depoimento de CDD foi retirado do DVD, assim como o da Marília - Movimento em Defesa da Vida. Os DVDs estão sendo substituídos pela nova versão.

Os verbitas reconhecem a necessidade de ouvir as várias posições sobre o tema, no entanto o Secretário Geral da CNBB declarou que os padres não estão preparados para conduzir este debate com suas comunidades.

O Nelson e outro padre (que não me lembro o nome) pediram desculpas e reforçaram o entendimento deles sobre a necessidade de um debate sobre estas questões, considerando a prática real dos/das católicos. E ainda chamaram a atenção para a disputa de poder interna dentro da IC.

Enfim, conversando com a Zeca ela sugeriu de enviar estas informações para os meios de comunicação;

Já dei uma entrevista sobre esta questão para o Jornal Gazeta do Povo do Paraná, mas ainda não recebi a matéria.

Abçs

Dulce

Refletindo...

A presença abortista na Igreja está bem mais próxima do que se pensa. No caso acima documentado, quem tomou a iniciativa foi a própria Verbo Filmes, uma empresa fundada em 1979, de propriedade da Congregação do Verbo Divino. E foi a contragosto, pedindo desculpas às CDD, que a Verbo Filmes voltou atrás.

É necessário e urgente, não só que a CNBB se manifeste sobre as CDD, mas que o caso chegue ao conhecimento da Santa Sé, uma vez que estão envolvidas ainda outras duas entidades religiosas: os Verbitas (donos da Verbo Filmes, que produziu o vídeo) e os Carmelitas (proprietários do imóvel alugado às CDD).


Estatísticas pró-aborto

O ex-abortista Dr. Bernard Nathanson, depois de convertido à causa pró-vida, confessou quantas mentiras havia inventado e divulgado sobre o aborto nos Estados Unidos. No Brasil, usa-se a mesma estratégia, por exemplo, multiplicando por mil o número de mortes maternas em decorrência de abortos “mal feitos”. Mas, ainda que a pesquisa seja verdadeira, os abortistas escolhem os dados a publicar e os dados a ocultar.

As CDD, por exemplo, encomendaram ao IBOPE uma pesquisa logo após a visita do Papa. No entanto, um dos resultados não agradou: o número de pessoas favoráveis ao chamado “Estado laico” diminuiu com a vinda do Santo Padre. Então, elas resolveram ocultar esse dado, conforme a seguinte mensagem de Dulce Xavier, de 1º de agosto de 2007:[9]

Companheiras

[...]

Segue texto e tabela da Pesquisa feita pelo IBOPE depois do Papa.

Neste fim de semana deverá ser veiculado pelo ESTADÃO, Revista Isto É, e alguma TV.

Acho legal vocês saberem pois alguém pode ligar para saber, etc.

A Idéia da Fátima Jordão foi de não divulgar os dados da pesquisa de CDD de 2005 junto com a de 2007 porque havia resultado como ex. do Estado Laico que diminuíram a concordância pós Papa; o combinado então foi de trabalhar apenas com um dado anterior, de uma pergunta feita pelo Vox Populi um pouco antes da vinda do Papa em 2007.

Enfim p. favor dêem uma olhada para saberem o que está rolando.

Dulce

Roma, 22 de janeiro de 2008.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis


[1] Rua Sebastião Soares de Faria, n.º 56, São Paulo, SP.

[2] A história da vida do Sr. Nelson Tyski é narrada por ele próprio no sítio dos Missionários do Verbo Divino (Verbitas):

[3]

[4] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1906

[5] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1917

[6] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1921

[7] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1922

[8] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/2151 “Pró-morte” é o apelido carinhoso com que ela chama a nós, pró-vida.

[9] http://br.groups.yahoo.com/group/cdd-br/message/1813

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

“Católicas pelo Direito de Decidir” (quem são elas, o que fazem e onde estão)

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Em 1970, o Estado de Nova Iorque aprovou uma lei que permitia o aborto por simples solicitação da gestante (“abortion on demand”) até o quinto mês da gravidez, não se exigindo sequer o domicílio em território estadual. Isso produziu uma avalanche surpreendente de gestantes provenientes de vários outros Estados americanos, principalmente dos da costa leste, à procura dos “serviços” de aborto de Nova Iorque, as quais retornavam logo em seguida para os seus Estados de origem. Essa lei foi um marco decisivo para que, em 1973, a Suprema Corte dos EUA, na célebre decisão Roe versus Wade, declarasse que o nascituro não é pessoa e que não tem direitos, impondo assim a legalidade do aborto a todo o território estadunidense.

Como a Igreja Católica se opusesse à lei abortista de Nova Iorque, três membros do grupo pró-aborto NOW (“National Organization for Women” – Organização Nacional para as Mulheres) fundaram em 1970 a organização CFFC (“Catholics For a Free Choice” - Católicas pelo Direito de Decidir). Seu primeiro ato público foi o de ridicularizar a Igreja Católica, coroando uma feminista, na escadaria da Catedral de São Patrício em Nova Iorque , com o título de papisa Joana I. A primeira sede das CFFC localizou-se em Nova Iorque , nas dependências da “Planned Parenthood Federation of América” (PPFA), a filial estadunidense da IPPF[1], e atualmente a proprietária da maior cadeia de clínicas de aborto da América do Norte.

Embora CFFC seja uma organização anticatólica, o nome “católica” é estratégico para confundir o público. O objetivo é infiltrar-se nas paróquias, nas dioceses, nas universidades católicas, nos meios de comunicação, nas casas legislativas a fim de dar a entender que é possível, ao mesmo tempo, ser católico e defender o direito ao aborto. Além do aborto, tais “católicas” defendem o uso de anticoncepcionais, o divórcio, as relações sexuais pré-matrimoniais, os atos homossexuais, o matrimônio de pessoas do mesmo sexo e todas as formas de reprodução artificial.

Quanto à liturgia, as CFFC assumem uma série de rituais e práticas da Nova Era: são devotas do ídolo feminista Sofia (a deusa Sabedoria) e compõem poesias em honra de Lúcifer. O aborto é tratado como um ato sagrado. São recitadas orações a “Deus Pai e Mãe” enquanto a mulher que está abortando é abençoada, abraçada e encorajada a salpicar pétalas de rosas. A ex-freira Diann Neu elaborou uma cerimônia pós-aborto, em que a mulher abre uma cova no jardim e deposita os restos mortais de seu bebê, dizendo: “Mãe Terra, em teu seio depositamos esse espírito”.

O maior obstáculo que os promotores do aborto têm encontrado no seio das Nações Unidas é a presença da Santa Sé, que é reconhecida como Observador Permanente. Em 1999, CFFC lançou a campanha See change (“mudança de sé”). O objetivo, até agora não atingido, é pressionar a ONU a fim de rebaixar o status da Santa Sé ao de simples organização não-governamental (ONG), como é a própria CFFC.

Por que atacar justamente a Igreja Católica?

Francis Kissling, que foi presidente da CFFC durante anos desde 1982, explica, em uma entrevista de setembro de 2002, porque a Igreja Católica é o alvo chave: “A perspectiva católica é um bom lugar para começar, tanto em termos filosóficos, sociológicos como teológicos, porque a posição católica é a mais desenvolvida. Assim, se você puder refutar a posição católica, você refutou todas as demais. OK. Nenhum dos outros grupos religiosos realmente tem declarações tão bem definidas sobre a personalidade, quando começa a vida, fetos etc. Assim, se você derrubar a posição católica, você ganha”.[2]

Financiamento

CFFC recebe vultosas doações de fundações de controle demográfico, entre elas: Fundação Ford, Fundação Sunnen, Fundação Mc Arthur e Fundação Playboy. Hoje a maior parte dos investimentos é destinada à promoção dos “direitos reprodutivos” na América Latina, ou seja, do direito ao aborto, à esterilização e à anticoncepção.

Em 1987, CFFC criou uma filial latino-americana em Montevidéu, Uruguai, com o nome de “Católicas pelo Derecho a Decidir”. Em língua espanhola foi publicado um livro sarcástico intitulado “Y Maria fue consultada para ser madre di Dios”, que apresenta Nossa Senhora como símbolo do “direito de decidir” sobre a prática do aborto. Em 1993 foi criada em São Paulo a filial brasileira, com o nome “Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD).

Onde elas estão?

Recentemente, as Católicas pelo Direito de Decidir (CDD) transferiram-se para a Rua Sebastião Soares de Faria, n.º 56, 6º andar, São Paulo, isto é no mesmo prédio da sede do Regional Sul 1 da CNBB, que ocupa o 5º andar. O fato tem gerado perplexidade, uma vez que, além de usarem o nome de “católicas”, elas agora compartilham o mesmo edifício usado pelos Bispos. Na verdade, o prédio não pertence à CNBB, mas à Ordem Carmelita (Província de Santo Elias). Mas a perplexidade permanece: como uma Ordem de frades católicos pode alugar um imóvel para uma organização abortista?

As CDD e a Campanha da Fraternidade 2008

Na segunda quinzena de dezembro de 2007, as livrarias católicas puseram à venda um DVD produzido pela Verbo Filmes, trazendo na capa o cartaz da Campanha da Fraternidade 2008, com o lema “Escolhe, pois, a vida”, o tema “Fraternidade e defesa da vida” e o logotipo da CNBB. O que deixou os militantes pró-vida estupefatos foi a participação da Sra. Dulce Xavier, membro das CDD, no bloco IV do vídeo (“Em defesa da vida: pontos de vista”), com uma fala de cinco minutos, criticando a Igreja Católica por não aceitar a anticoncepção, e defendendo a realização do aborto pela rede hospitalar pública para preservar “a vida das mulheres”. A inserção das “católicas” no vídeo tinha sido feita sem a autorização da CNBB, que, quando soube da notícia, exigiu o recolhimento dos DVDs. A Verbo Filmes fez então uma outra edição, desta vez sem a fala das CDD. No entanto, até a data da edição deste jornal, podia-se encontrar no sítio da Verbo Filmes (www.verbofilmes.org.br) a descrição do conteúdo do DVD, ainda com a participação das Católicas pelo Direito de Decidir.

É mais do que urgente que a CNBB emita uma nota oficial sobre as CDD, à semelhança do que fez a Conferência Episcopal dos Estados Unidos, conforme transcrevemos a seguir.

DECLARAÇÃO DA CONFERÊNCIA NACIONAL
DOS BISPOS CATÓLICOS DOS ESTADOS UNIDOS (NCCB), de 10/05/2000

Por muitos anos, um grupo autodenominado “Católicas pelo Direito de Decidir” (Catholics for a Free Choice — CFFC), tem publicamente defendido o aborto ao mesmo tempo em que diz estar falando como uma autêntica voz católica. Esta declaração é falsa. De fato, a atividade do grupo é direcionada para rejeitar e distorcer o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devida à defesa da vida humana do nascituro indefeso.

Em algumas ocasiões a Conferência Nacional dos Bispos Católicos (NCCB) declarou publicamente que a CFFC não é uma organização católica,

não fala pela Igreja Católica, e de fato promove posições contrárias ao magistério da Igreja conforme pronunciado pela Santa Sé e pela NCCB.

CFFC é, praticamente falando, um braço do “lobby” do aborto nos Estados Unidos e através do mundo. É um grupo de pressão dedicado a apoiar o aborto. É financiado por algumas poderosas e ricas fundações privadas, principalmente americanas, para promover o aborto como um método de controle de população. Esta posição é contrária à política existente nas Nações Unidas e às leis e políticas da maioria das nações do mundo.

Em sua última campanha, CFFC assumiu um esforço concentrado de opinião pública para acabar com a presença oficial e silenciar a voz moral da Santa Sé nas Nações Unidas como um Observador Permanente. A campanha de opinião pública tem ridicularizado a Santa Sé com uma linguagem que lembra outros episódios de fanatismo anticatólico que a Igreja Católica sofreu no passado.

Como os Bispos Católicos dos Estados Unidos têm afirmado por muitos anos, o uso do nome “Católica” como uma plataforma de apoio à supressão da vida humana inocente e de ridicularização da Igreja é ofensivo não somente aos católicos, mas a todos que esperam honestidade e franqueza em um discurso público. Declaramos outra vez com a mais forte veemência: “Por causa de sua oposição aos direitos humanos de alguns dos mais indefesos membros da raça humana, e porque seus propósitos e atividades contradizem os ensinamentos essenciais da fé católica,... Católicas pelo Direito de Decidir não merece o reconhecimento nem o apoio como uma organização católica” (Comitê Administrativo, Conferência Nacional dos Bispos, 1993).[3]

Bibliografia consultada:

CLOWES, Brian. Mulheres católicas pelo direito de decidir. In: PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA. Lexicon: termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas. São Paulo: Escolas Profissionais Salesianas, 2007. p. 659-668.

HUMAN LIFE INTERNATIONAL. “Católicas pelo direito de decidir” sem máscaras: idéias sórdidas, dinheiro sujo. Tradução de Teresa Maria Freixinho. Brasília: Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, 2000.

SCALA, Jorge. IPPF: a multinacional da morte. Anápolis: Múltipla Gráfica, 2004. p. 227-228

Roma, 4 de janeiro de 2008.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis



[1] IPPF - International Planned Pareenthood Federation (Federação Internacional de Planejamento Familiar), conhecida como “a multinacional da morte”, com sede em Londres e filiais em 180 países.

[2] Kissling , Frances . Interview by Rebecca Sharpless. Audio recording, September 13– 14, 2002. Population and Reproductive Health Oral History Project, Sophia Smith Collection. Disponível em: <http://www.smith.edu/libraries/libs/ssc/prh/transcripts/kissling-trans.html>. Condensado em português disponível em:

[3] Disponível em . Original inglês disponível em .

Fonte: http://www.providaanapolis.org.br/index1.htm

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