Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade. (II Coríntios 13,8)
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Orações do Cristão



Esta disponível no Arquivo Veritas um pequeno compêndio chamado Orações do Cristão.

Neste compêndio, estão disponíveis as orações fundamentais que o cristão deve saber e rezar, como: Creio, Pai-Nosso, Ave-Maria, Salva Rainha, Glória ao Pai, ao Anjo da Guarda, Ato de Fé, Ato de Esperança, Ato de Caridade, entre outras. O compêndio trás também os mandamentos de Deus e da Igreja, os Sacramentos, preparação para a Penitência que são catequeses básicas também fundamentais para o cristão.

Baixe, salve e o imprima e não deixa de rezar.

Ad Majorem Dei Gloriam

domingo, 7 de setembro de 2008

Restaurando a Beleza na Liturgia

Por Rev. Scott A. Haynes, S.J.C.
Cônegos Regulares de São João

A Festa de Casamento do Cordeiro descrita no Livro da Revelação na verdade descreve a Sagrada Liturgia da Igreja. No clímax do seu divino oficio a noiva reflete a imagem do noivo – a imagem do Verbo encarnado, que é Beleza encarnada. Para o mundo, a máxima “a beleza está nos olhos de quem vê” é um tema subjetivo. Para a noiva de Cristo isto é uma realidade concreta da Encarnação!

Tristemente em nosso tempo, o banal e vulgar invadiram nossos santuários, seguindo um desorientado senso de criatividade. Nada, entretanto, é mais importante atualmente do que a restauração da beleza na Sagrada Liturgia, a restauração do sagrado.

Quando se celebra a Sagrada Liturgia com verdadeira reverência e beleza, a Igreja deve ser capaz de “distinguir entre o sagrado e o profano”. Quando falsas “inculturações” poluem o serviço litúrgico nós podemos estar certos de que “tudo não é válido; tudo não é licito; tudo não é bom”. O secular, o barato, o inferior e o não-artístico “não são maneiras de se cruzar o templo do Senhor”

Para se "restaurar o sagrado" nós devemos primeiro e principalmente contemplar a beleza de Cristo na Sagrada Liturgia - uma ação sacra que supera todas as outras. Isto começa com a fidelidade exterior às rubricas, mas leva a interna união com Cristo, para "aqueles que o servem devem servi-lo em espírito e verdade". A beleza espiritual da Sagrada Liturgia transforma as vidas dos católicos. De fato, "o encontro com a beleza se transforma na ponta da flecha que acerta o coração e desta forma abre os nossos olhos". Esta beleza espiritual molda o coração como o de Cristo na beleza moral. E quando a a beleza espiritual da Sagrada Liturgia transforma uma alma, o ser humano pode criar coisas belas, como arte, arquitetura, poesia e música.

Esta beleza humana, formada pela beleza de Cristo na Sagrada Liturgia, imita o gênio criativo de Deus que deu a este mundo uma beleza natural inerente. Quando a bela e radiante face de Cristo Nosso Salvador tornasse o centro do ofício sagrado toda a criação clama com o salmista: tudo o que Ele fez é cheio com o esplendor e beleza".

Se a beleza da Santa Missa não repousa, em essência, sobre a esplendida beleza da iconografia, das vestimentas, do canto gregoriano ou da arquitetura barroca, por que então a Igreja investiu tanto do seu patrimônio patrocinando estas artes sacras? Deus colocou um desejo legítimo na alma humana para criar coisas belas porque Ele deseja que os homens compartilhem a criação, uma criação que é boa e bela.

Beleza na liturgia resulta do antigo. É por isso que a liturgia, pela sua própria natureza, necessita do antigo, e assim a liturgia não pode existir sem as rubricas ou cerimônias. A beleza erradia pelos gestos da Sagrada Liturgia. Os atos exteriores do culto, como fazer o sinal da cruz, genuflexão, ajoelhar e sentar, tornam-se meios de interiorizar a reverência e beleza nas nossas vidas.

"Todo gesto litúrgico, sendo um gesto de Cristo, é invocado para expressar beleza". E a beleza transcendental da Liturgia permeia os corações dos homens e nos forma para termos relacionamentos adequados, não apenas com Deus, mas também com nosso vizinho e nos ajuda a transformar a cultura humana. Este é o significado genuíno de "inculturação". Se nós católicos queremos que a beleza inerente da liturgia transforme a "cultura da morte", nós devemos permitir que a Sagrada Liturgia nos molde pelo seu espírito, que é o Espírito de Cristo.

Isto significa que, humildemente, nos devemos renunciar a qualquer desejo de fazer a liturgia conforme as modas passageiras. Conseqüentemente, renunciemos às inovações não autorizadas, improvisações, banalidades e ao desorientado senso de criatividade.

(Revista Mater Ecclesia, edição 0, 2008, pg. 14 , disponível em: http://igrejauna.blogspot.com/)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Msr. Ranjith: “O Orgulho Inimigo da Liturgia”

Bruno Volpe, Pontifex

Nova entrevista (em italiano) com Mons. Malcolm Ranjit, desta vez para o periodista Bruno Volpe do site de internet Pontifex, Ago-22-2008. O texto da tradução em espanhol é proporcionado pelo blog La Buhardilla De Jerónimo.

CIDADE DO VATICANO – “O orgulho humano, e sublinho a palavra orgulho, arruina a santa Liturgia”: afirma isso Monsenhor Malcolm Ranjith, Secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, o “ministério” Vaticano da Liturgia. O Bispo do Sri Lanka certamente é um dos maiores peritos em Liturgia e, por utro lado, é bem considerado pelo Papa Bento XVI. Falamos com ele sobre a Sagrada Liturgia.

Excelência, que é a Liturgia
Poder-se-ia responder sua pergunta com uma única afirmação: Actio Christi. Basta esta resposta para iluminar o tema que, de per sí, parece-me amplamente exaustivo.

Ao dizer Actio Christi, que procura expressar?
A definição da Liturgia não a dou eu, nem nenhum outro, mas está nas próprias atas do Concílio Vaticano II, no documento Sacrosanctum Concilium ao qual dirijo minha atenção e convido o senhor a fazer o mesmo: que se o leia unido al Catecismo da Igreja.

Actio Christi... ¿Porém como a conjugamos com a ars celebrandi?
Repito-lhe que a Missa é mistério, trascendência, busca e glória de Deus. A Missa nos projeta para a glória de Deus e, portanto, é evidente que o protagonista do Sacrifício Eucarístico não é o homem, mas Deus.

Então, V. Excia é contra uma visão antropológica da Liturgia...
Claro. Porém essa não é uma idéia pessoal minha , mas é Idoia da Igreja. Em síntese, considerar o homem como o ponto central da celebração termina sendo uma desagradável brincadeira e, talvez, inclusive um engano. Creio que o verdadeiro mal da Liturgia consiste em outra coisa…

Em que?
No orgulho, orgulho e, uma vez mais, orgulho! Sublinho isso três vezes. Quando o homem, inclusive na Missa, pretende substituir a Deus, cai no orgulho, como se leê também no Apocalipse. Uma visão orgulhosa e antropológica arruina a Liturgia y desfigura o sentido do sagrado.
Portanto, o homem não cria a Liturgia…
Absolutamente. O homem não cria nada. A Liturgia não é propriedade do homem mas de Deus. Somente Deus pode dar-nos o Sacrifício da Missa. Na celebração, é necessária a presença e participação no mistério que se celebra. A Liturgia é uma ação bela e celestial, recordando uma vez mais o livro do Apocalipse…

Porém, no tempo foram dadas pontos de vista racionalistas querendo explicar inclusive aquilo que, por natureza, não é assim...
Insisto: a Missa, que não é um espetáculo alegre, é sacrifício, dom, trascendência. Então requer participação, porém também doação e dar glória ao Senhor.

Por que fala V. Excia. em orgulho?
Refiro-me ao fato de quando o homem, na celebração, pretende colocar-se no lugar de Deus. O protagonista da Missa é Deus, nunca o homem e, portanto, nunca o sacerdote celebrante.
Que é necessário para restituir dignidade à Santa Missa?
Sobrietas: lembre-se desta palavra latina. A Missa deve ser sóbria, simples e elegante, colocando Deus no centro e não ao homem. Deve se recuperar a sobriedade, eliminando o orgulho terreno que, a miúde, realiza espetáculos.

Permanecerá em seu posto [de Secretário da Congregação para o Culto Divino]?
Estou nas mãos de Deus, quem sabe...

Volpe, Bruno - Pontifex - "Msr. Ranjith: “O Orgulho Inimigo da Liturgia”"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=igreja&artigo=20080825〈=bra

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

abusos na liturgia

É impressionante como a maioria dos leigos que ajudam nos grupos de música ou na pastoral da litúrgia não se importa como a Santa Missa é celebrada.

É Gloria in Excelsis com uma música com a letra incompleta, é Ato Penitencial meloso... é "canto de comunhão" que não tem nada haver com o momento da comunhão... Pai-Nosso com letra adulterada...

(leia mais em) Fides Et Ratio

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Sobre o Capítulo "Liturgia e a Vida: sobre o lugar da Liturgia na realidade"

Artigo publicado por [gabriel] em Fides et Ratio

No capítulo I de seu livro, Introdução ao Espírito da Liturgia, o cardeal Ratzinger faz um discurso sobre "a Liturgia e a Vida".

Inicialmente, ele nos informa sobre como a Liturgia era vista nos fins do século XX. Segundo o mesmo, ela era "entendida como um 'jogo'" com regras e mundo próprios, onde teríamos uma 'fuga' do nosso cotidiano, todavia, isso não é sufiente, visto que, essas noções podem ser aplicadas a qualquer jogo e que o compromisso com as regras do mesmo cria o seu 'peso'.

Entretanto, o cardeal cita mais um aspecto da Natureza da Liturgia que tem haver com os jogos, fazendo uma comparação com a brincadeira das crianças. Onde podemos indentificar que a mesma surge como uma antecipação (ensaio) para a vida futura...


Para continuar lendo o artigo clique no seguinte link:
http://gbrsouza.blogspot.com/2007/07/sobre-o-captulo-liturgia-e-vida-sobre-o.html

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Sobre o Curso "Introdução à Liturgia da Missa"

No mês de maio ocorreu o 1º evento oficial do Grupo de Estudos Veritas, o curso "Introdução à Liturgia da Missa", que foi dividido em dois domingos (20/05 e 27/05). Participaram do curso cerca de 20 pessoas.

No 1º domingo (20/05), os subtemas foram:
1 - Sola Scriptura X Tradição Apostólica
2 - Sacrifícios e Cultos
3 - Eucharistia
4 - Breve História da Missa

No tema 1, discutimos sobre o falso princípio da Sola Scriptura (de origem protestante) que defende que apenas aquilo que está escrito na Bíblia é útil para a salvação da alma e para ser aplicado na vida cotidiana. Entretanto, esta idéia herética foi derrubada com textos das próprias Escrituras Sagradas e, então, nós as contextualizamos junto à Tradição Apostólica que é de onde essas Escrituras vieram. Desta primeira parte podemos resumir que "A Bíblia não tem razão de ser fora da Igreja, visto que, é parte integrante da sua história", sendo então a Bíblia completamente vinculada à Tradição da própria Igreja.

Na segunda parte, ao falarmos sobre a questão dos "Sacrifícios e cultos" tentamos trazer novamente à luz a Teologia Católica da Missa há muito desprezada. Onde o cárater principal da Santa Missa não é de um banquete ou memória de uma ceia mas, de Sacrifício real do Cristo. Falamos ainda sobre a Eucharistia na sua relação com a Igreja (Ecclesia de Eucharistia,JPII), de onde podemos reafirmar que "sem a Eucharistia a Igreja não há razão de existir".

E finalizamos com um breve resumo da história da Missa ao longo dos séculos.


No 2º domingo (27/05), os temas abordados foram:

5 - Gestos e Atitudes
6 - A Música na Liturgia
7 - As partes da Santa Missa

Neste dia, falamos sobre o que era necessário para a melhor participação das pessoas nas missas. Foram citadas então algumas constantes, destas podemos afirmar que é necessário "ter conhecimento sobre aquilo que vai acontecer (a Missa)", "estar com o espírito voltado para a oração" e vestir-se dignamente.

Com relação à música na liturgia demos a definição dos tipos de música permitidos pela Igreja nas missas (antes e depois do II Concílio do Vaticano). Donde podemos destacar que antes do último Concílio era permitida apenas a Polifonia Sacra e o Canto Gregoriano e após o mesmo abriu-se espaço para os ritmos nacionais e na língua vernácula. Salientamos ainda, alguns pontos que devem ser levados em consideração na ocasião das escolhas das músicas (com relação à letra, melodia e momento) e frisamos o não uso de ritmos musicais como o rock (segundo o que afirma o então Cardeal Ratzinger (hoje papa Bento XVI), em seu livro "Introdução ao Espírito da Liturgia").

Por fim, abordamos o assunto do ritual da Santa Missa segundo a revisão feita em 2002 da "Instrução Geral do Missal Romano". De onde, explicamos a significação do que nos foi possível (devido ao curto tempo).

Este curso teve o intuito trazer de volta à mente das pessoas o verdadeiro sentido da missa para que possamos todos celebrar mais ativamente a sagrada liturgia e para que aquilo que é correto e digno seja conhecido e utilizado adequadamente.

Os slides do curso e alguns documentos utilizamos no mesmo estão disponíveis em:

http://grupoveritas.googlepages.com/arquivosdocursodeintrodu%C3%A7%C3%A3o%C3%A0liturgiadami

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