Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade. (II Coríntios 13,8)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

A Fé e suas fontes - Parte I


Ao iniciar um estudo da doutrina católica, é preciso, antes de tudo, saber de onde nos vem esta doutrina.
Se nossa adesão à Religião Católica deve ser total, irrestrita e amorosa, é preciso que haja na própria Igreja as garantias necessárias para esta adesão tão definitiva. Em outras palavras, só poderemos dar nosso assentimento de fé às verdades católicas quando compreendermos que não se trata de verdades inventadas pelos homens, mas reveladas por Deus. Essa é a primeira noção importante a conhecer: a Revelação.
Ao criar os homens, em Adão e Eva, Deus formou a natureza humana com certas características próprias, que se encontram em todos os homens. Uma dessas características é o sentimento religioso, natural, horizontal, que nos leva a praticar, de algum modo, um culto a Deus. Assim vemos, desde o início da humanidade, sacrifícios oferecidos, como o de Caim e Abel, como o de Noé, e de Abraão.
Se é verdade que o povo eleito se forma a partir de Abraão, segundo a promessa feita por Deus a ele, é com Moisés que se estabelece, por revelação divina, uma religião revelada, ensinada e exigida por Deus a seu povo. Já não mais natural e horizontal, mas vertical, divina, vinda de Deus para nós e não apenas de nós para Deus.
Esta Revelação vai dar ao culto um valor novo, que não existia quando este culto era movido
apenas pelo sentimento natural de religião. A partir daí, Deus vai exigir do seu povo a realização do culto como ele determinou e vai condenar vigorosamente toda idolatria. Mais tarde, ao recusar o Messias e crucificá-lo, os judeus rompem com a Revelação, revoltam-se contra Deus e perdem o valor sobrenatural e divino de sua religião. É a Igreja Católica que recebe de Jesus a autoridade para continuar a Revelação.

(Continua...)

Referência: A fé e suas fontes. Acessível em http://www.capela.org.br

terça-feira, 31 de julho de 2007

Três Níves do Conhecimento

Como poderíamos conhecer os mistérios da salvação, que são essencialmente sobrenaturais,
sem a Fé na Revelação divina?

Nunca ensinaríamos demais esta doutrina fundamental, e para bem compreendê-la, é preciso considerar que há três ordens de conhecimento essencialmente distintas e subordinadas.

1. — Há primeiramente a ordem sensível, a dos corpos, das pedras, das plantas, dos animais, aquela onde se move o nosso corpo; conhecemos a realidade desta ordem pelos nossos sentidos. Ela tem a sua beleza: a das cores, a dos sons, a da harmonia.

2. — Acima, há a ordem racional, a das verdades acessíveis à razão. A esta ordem pertence a distinção do bem e do mal moral, que o animal não saberá perceber. A esta ordem pertence ainda a nossa alma espiritual, com a qual podemos conhecer sem revelação, a espiritualidade, a liberdade, a imortalidade. A esta ordem pertencem as verdades naturais que a razão por suas próprias forças pode descobrir sobre Deus, Criador do Universo, Providência universal.

A visão do céu estrelado nos prova a existência de uma inteligência divina que legislou todas as coisas. É ali o ponto culminante da ordem da razão. Ela pode conhecer Deus pelo reflexo das suas perfeições nas criaturas; ela porém não pode conhecer a vida íntima de Deus; as criaturas são impotentes para no-la manifestar. Elas não têm com Deus senão uma semelhança muito imperfeita. Aquele que não conhecesse o Soberano Pontífice senão por ter visto seu palácio do Vaticano, seus empregados, por saber o lugar do seu nascimento, a data de sua elevação ao pontificado, este não conheceria a vida íntima do Soberano Pontífice.

Portanto, a razão abandonada a ela mesma não pode, apesar do progresso das ciências ou da filosofia, chegar a conhecer a vida íntima de Deus. Mesmo se este progresso continuasse por milhares de anos sem interrupção, ela não atingiria o segredo das profundidades de Deus, ao lado do qual os segredos do Oceano não são nada.

3. — Acima da ordem racional, há a ordem da verdade e da vida sobrenatural, absolutamente inacessível aos sentidos e à razão. Os segredos desta ordem, que são a profundidade mesma de Deus, sua vida íntima, nos foram revelados por N. S. J. C. Dizemos todas as manhãs, no fim da missa, no Evangelho de S. João, "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus; n´Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. Esta luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam". Ninguém jamais viu Deus. O Filho Unigênito do Eterno Pai no-lo manifestou. "Mas as trevas não o compreenderam". Os homens cegos pelo erro ou pela paixão, não perceberam a luz sobrenatural que N.S. lhes trouxe, eles preferiram a luz da sua razão, como alguém que preferisse miçangas a um diamante. Há realmente três ordens, a dos corpos, a dos espíritos e a da vida íntima de Deus e dos seus santos. Assim como há numa igreja o adro exterior, a nave e o Santo dos santos ou
tabernáculo de Deus vivo.

Referência

Pe. R. Garrigou-Lagrange O. P., A CERTEZA SOBRENATURAL DA FÉ. Disponível em http://www.permanencia.org.br/revista/teologia/garrigou29.html

Ladainha da Santíssima Virgem


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celeste que sois Deus,
tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das Virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem clemente,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insígne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha elevada ao céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da paz,


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
tende piedade de nós.


V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos.
Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria.
Por Cristo Nosso Senhor.

Amém.

(no mês de outubro)

V. Rogai por nós, Rainha do Sacratíssimo Rosário,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Próxima Reunião... (ADIADA)

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Pessoal, infelizmente a reunião não pode se realizar na data prevista por diversos motivos. Pedimos desculpas as pessoas que compareceram. Mas o Pe. Anchieta já garantiu em breve que nos fará a palestra sobre o Sacramento da Confissão. Divulgaremos em breve todas informações sobre nova data/local/hora.

Pax Christi
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Salve Maria, mãe do meu Senhor.

A todos os membros e convidados do Grupo de Estudo Veritas - Fides et Ratio, a próxima reunião já está confirmada e será:
  • Dia: 29/07/2007 (domingo)
  • Hora: 10h manhã
  • Local: ICM, Manaus
Tema: O Sacramento da Penitência.

Palestrante convidado: Padre José de Anchieta, SJ

Soprou sobre eles dizendo: ‘Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos (Jo XX, 22-23)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Oração a São Miguel Arcanjo


São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; sede nosso auxílio contra as maldades e ciladas do demônio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere, e vós, Príncipe da milícia celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos, que vagueiam pelo mundo para a perdição das almas. Amém.



Que tenho eu, Senhor, que Tu não me tenhas dado?



Que tenho eu, Senhor, que Tu não me tenhas dado?
Que sei eu, Senhor, que não me tenhas ensinado?
Que valho eu, Senhor, se não estou a teu lado?
Que mereço eu, Senhor, se a ti não estou unido?
Perdoa-me os pecados que tenho cometido.
Tu me criastes, sem que o tivesse merecido
E tu me redimiste sem te ter pedido.
Tu muito fizestes, Senhor Jesus, ao criar-me muito mais bondoso fostes em resgatar-me.
Serás, Senhor, menos generoso ao perdoar-me?
Pois o precioso sangue que tu derramaste e a morte atroz, Jesus, que na cruz suportastes,
não a sofrestes pelos anjos que te atendem mas por mim e pelos pecados que te ofendem!
Se te neguei, deixa-me agora proclamar-te.
Se te injuriei, ó Senhor, deixa-me louvar-te.
Se te ofendi, Senhor Jesus, deixa-me amar-te.
Porque mais morte que vida é viver sem adorar-te.
Amém.


Padre Mateo Crawley
- "Que tenho eu, Senhor, que Tu não me tenhas dado?"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=cronicas&artigo=que_tengo〈=bra
Online, 18/07/2007 às 15:14h

sábado, 14 de julho de 2007

Próxima Reunião...

Salve Maria!

A todos os membros e convidados do Grupo de Estudo Veritas - Fides et Ratio, a próxima reunião já está confirmada e será:
  • Dia: 22/07/2007 (domingo)
  • Hora: 10h manhã
  • Local: ICM, Manaus
Tema: Fé, Razão e Verdade.

Nota: o tema dessa reunião é sobre o fundamento de nosso grupo de estudo, portanto é extremamente necessário a participação de todos os membros para que todos compreendam os objetivos e qual a característica do nosso apostolado.

A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade". (Papa João Paulo II - Encíclica 'Fides et Ratio')

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Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade.(II Coríntios 13,8)