.- O periódico Daily Mail recolheu o impactante testemunho da Elizabeth Cameron, uma jovem de 19 anos que ficou grávida depois de uma selvagem violação, apesar das pressões de seu entorno decidiu ter o seu bebê e hoje assegura que nunca se arrependerá de ter optado pela vida de sua filha.
Em dezembro de 2005, Elizabeth tinha 16 anos de idade, era uma garota estudiosa e tímida. Uma noite depois de aulas enquanto esperava que sua mãe a recolhesse de seu centro estudos, três encapuzados a meteram em uma caminhonete pela força e a violaram. Nunca pôde reconhecê-los.
Quando soube que estava grávida, o sofrimento aumentou. "Todo mundo, salvo minha mamãe, dizia que devia ter um aborto. Meu papai incluso consertou uma entrevista na clínica, aí trataram de me convencer de que era só uma massa de células e que tudo seria muito rápido”, recorda Elizabeth.
“Na escola, meus amigos –a maioria dos quais não sabia da violação– não podiam entender por que alguém de minha idade quereria ter um bebê em vez de um aborto. E os poucos aos que contei o acontecido se horrorizavam mais ainda ao saber que pretendia ter ao bebê. Mas eu o fiz. E não me arrependo nem por um momento”, assegura a jovem.
“Cada vez que olho para Phoebe, sei que tomei a decisão correta. Nunca quis pôr fim à vida de meu bebê só pela forma em que foi concebida”, indicou.
Segundo a reportagem do Daily Mail, Elizabeth alguma vez compartilhou a idéia de que dar a luz ao filho de um violador é impensável, mas desde que viu seu bebê no primeiro ultra-som sentiu muita ternura.
"Surpreende-me quão fácil surgiu o amor por minha filha enquanto crescia dentro de mim, mas devo admitir que temia que meus sentimentos mudassem quando a visse pela primeira vez”, recorda a jovem.
Elizabeth sustenta que durante a gravidez teve muitos pesadelos sobre o ataque e pensava que ao ter ao bebê lembraria mais a violação. “Mas ela não me lembrou dessa noite e ao tê-la soube que estar com ela era mais importante do que o que tinha ocorrido”, sustenta.
“Não pude considerar entregá-la em adoção. Minha mãe foi abandonada de bebê em uma estação de trens de Londres e isso a afetou muito. Cresci rechaçando que alguém pudesse abandonar a um menino inocente”, adicionou.
A mãe da Elizabeth apóia em tudo a sua filha. “A gente pode pensar que não é possível amar a um menino concebido dessa forma, mas acreditem, a amo mais justamente por isso”, sustenta a avó.
Elizabeth adiciona: “Nunca culpei Phoebe pelo acontecido. Embora tinha sido aterrador, saber que ia ser mãe me ajudou a me concentrar em outra coisa. Supus que devia tentar ver além do ocorrido, e ver a vida que se criou”.
Phoebe tem quase dois anos e lhe custou muito reconciliar-se com seu pai por tentar fazê-la abortar. “Agora ele a ama e isso é o importante. Sei que necessita uma figura paterna em sua vida”, assegura Elizabeth.
Elizabeth se prepara para o momento em que sua filha cresça e lhe pergunte por seu pai: “Se devo fazê-lo, direi-lhe que ela foi o bem que surgiu de algo mau. E lhe direi que nunca me arrependi de tê-la e que não ficaria longe dela por nada do mundo”.
O Grupo de Estudo Veritas é um grupo de leigos católicos que têm como objetivos, entre outros, aprender, divulgar e defender a doutrina e a história da Igreja através do seu Depósito Sagrado: a Verdade.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008
“Fui violada e fiquei grávida aos 16… mas ainda assim amo a meu bebê”
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Atualização dos Arquivos Veritas - Parte I
Depois de um tempo parados voltamos a atualizar o nosso site de download, o Arquivos Veritas.
As seguintes seções foram atualizadas:
Aproveitem!
Cartas sobre Fé - Décima Segunda Carta

Leia também:
- Cartas sobre Fé - Introdução
- Cartas sobre Fé - Primeira Carta
- Cartas sobre Fé - Segunda Carta
- Cartas sobre Fé - Terceira Carta
- Cartas sobre Fé - Quarta Carta
- Cartas sobre Fé - Quinta Carta
- Cartas sobre Fé - Sexta Carta
- Cartas sobre Fé - Sétima Carta
- Cartas sobre Fé - Oitava Carta
- Cartas sobre Fé - Nona Carta
- Cartas sobre Fé - Décima Carta
- Cartas sobre Fé - Décima Primeira Carta
Por Pe. Emmanuel-André
O apóstolo São Pedro, escrevendo aos primeiros fiéis e por eles instruindo os fiéis de todos os tempos, dizia: «Ficai sempre prontos a responder em defesa da religião a quem quer que lhes pergunte qual a razão da esperança que está em vós».
O que traduzimos por responder em defesa da religião, está expresso em uma só palavra no texto de São Pedro. Ele diz ao pé da letra: apologia: «Estejam sempre prontos para a apologia»; quer dizer, segundo as solenes instruções de São Pedro, o santo Papa, todo cristão deve estar sempre preparado para a apologia, para a defesa da fé, contra quem quer que lhe pergunte a razão da esperança que ele traz consigo.
É preciso pesar bem os termos de São Pedro: estar sempre preparado contra quem quer que seja. Evidentemente para estar assim sempre pronto contra quem quer que seja, é preciso uma dose de instrução cristã, que hoje não é comum entre os cristãos.
Mas temendo estar sendo exagerado em alguma coisa, dou a palavra a um intérprete que não se pode recusar: (Estius, Comm. in Cap... III Epist. I B. Pet.). Traduzo:
«Este é o pensamento de São Pedro: Já que os infiéis chamam vã a esperança que tendes em Jesus Cristo numa vida futura e numa glória eterna, advirto-vos de que devem ter sempre pronta uma resposta pela qual possais mostrar que vossa fé e vossa esperança se apóiam em razões sólidas, seja para o caso de confrontar um contraditor ou simplesmente um homem desejoso de se instruir, que vos pergunte porque desprezais os bens da vida presente e sofreis tantos males nesta terra.
No entanto não é preciso entender com isso, que São Pedro exija que todos os cristãos sejam teólogos capazes de dissertar sobre os dogmas da fé, quer como doutores quer como apologetas. São Pedro só exige uma coisa: que se possa responder e satisfazer, segundo sua capacidade, a quem o interrogue e lhe pergunte a razão daquilo que crê e espera como cristão.
Há, com efeito, razões gerais pelas quais todo cristão pode sempre se defender contra os pagãos e responder a quem o interrogue; por exemplo: que a religião cristã foi anunciada pelos profetas; que foi confirmada pelos inúmeros milagres operados por Cristo e pelos apóstolos; que ensina a justiça, a inocência e a caridade levada até ao amor dos inimigos; que é religião muito casta. Ou ainda: que o mundo é governado pela providência de um Deus único, providência que no fim faz com que cada um receba segundo suas obras; que nada é impossível a Deus; que não é de espantar se nossa fé e nossa esperança ultrapassam a inteligência humana, já que na própria natureza há tantas coisas nas quais nosso espírito não poderá penetrar.
Do mesmo modo, há boas razões e argumentos gerais que são como que primeiros princípios, sobre os quais os fiéis precisam ser instruídos (instruídos por seus párocos) para responder aos heréticos que atacam a fé católica, ou que querem discutir sobre ela. Estes princípios são: que a Igreja de Cristo é una; que ela é visível e manifesta; que ela continuou até nós depois dos apóstolos pela sucessão dos bispos; que ela teve no seio grande número de santos mártires e confessores que em diversas épocas confirmaram e selaram a fé católica por suas doutrinas e milagres; que a Escritura nos manda escutar esta Igreja que é a coluna e a base da verdade.
É neste sentido que São João instrui os fiéis, no capítulo IV de sua primeira Epístola. Depois de ter dito: Examinai os espíritos, para saber se são de Deus, São João lhes prescreve este mesmo método geral para testar a fé quando diz: Quem conhece Deus nos ouve, quer dizer, ouve aos apóstolos e seus sucessores; Quem não é de Deus não nos ouve. É nisto que reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro».
Nosso comentador acrescenta: «Não obstante é muito conveniente que os fiéis possuam, segundo a capacidade de cada um, as razões mais particulares e as provas especiais, a fim de poder responder a quem quer que seja».
A palavra de São Pedro e as explicações de nosso comentador far-lhe-ão ver bem o que deve ser a fé dos cristãos.
Nós só temos ainda uma palavra para dizer, que será a prece dos apóstolos a Nosso Senhor: Adauge nobis fidem! – Senhor aumentai-nos a fé! (Luc.XVII,53)
Digamos juntos: Credo.
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Sobre Padre Emanuel André:
Aos nove anos, Ernesto contraiu uma febre tifóide que o levou às portas da morte. Depois de quarenta dias quase sem consciência, foi curado como por milagre. Pouco tempo depois, manifestou o desejo de ser padre. Seus pais como bons cristãos não se opuseram a essa vocação. Mandaram-no para um pequeno pensionato em Ricey-Haute-Rive, onde logo se distinguiu pela facilidade no estudo e pela alegria franca.
No domingo do Bom Pastor em 1839, com doze anos e meio, Ernesto fazia sua primeira comunhão. No ano seguinte, entrou para o seminário menor de Troyes e recebeu o sacramento da Confirmação. Foi para ele uma ocasião de graças particulares: “Compreendi o que é a vida sobrenatural: tudo o que eu pude ensinar às almas nesta vida, foi nesse dia e nesse lugar que eu aprendi”.
Já no seminário menor, o jovem Ernesto trabalhava facilmente e tirava em geral os primeiros lugares.
Em janeiro de 1842, teve a dor de perder seu pai, morto esmagado pela roda do seu moinho.
No ano seguinte, com dezessete anos, entrou para o seminário maior de Troyes. Nesta época a Igreja da França se levantava depois do tormento revolucionário e da “liberdade controlada” na qual a mantinha o regime napoleônico. Assiste-se a um verdadeiro desabrochar católico. A corrente ultramontana, fiel a Roma, levanta-se e se opõe à velha corrente galicana que tentava tirar a Igreja da França da autoridade Romana. As antigas ordens religiosas se restauravam e novas congregações apareciam3. Dom Guéranger restabelece a Ordem beneditina em 1837 e lançou uma campanha para que a liturgia romana fosse adotada pelos bispos.
O novo bispo de Troyes, Dom Debelay, conhecido por suas acentuadas tendências romanas, impõe a utilização da liturgia romana em seu seminário e em toda a diocese. O seminarista André se interessa muito por essa renovação e sua alma, formada nesse contexto de filial ligação com Roma, recebe a mais salutar influência. Esse amor pela Igreja unida em torno da Sé romana será uma das notas características do futuro Père Emmanuel e inspirará sua obra em favor da volta à unidade dos cismaticos orientais.
Nos seus estudos pessoais, o seminarista se aprofunda no conhecimento da liturgia. Explora também as obras de Santo Agostinho e impregnou-se de sua doutrina da graça.
Em 1848, André, com vinte e dois anos, terminou seus estudos de teologia. Não podendo ser ordenado tão jovem, passou um ano em casa e depois retornou ao seminário. Mas lá o vento tinha virado. Apontado como um ultramontano intransigente, notado por sua rude franqueza e pela vivacidade de caráter suscita problemas. Nesse período difícil, reza, consulta, se humilha e segue o conselho que lhe deram de se por na escola de São Francisco de Sales. Ordenado padre em 22 de dezembro de 1849, teve a alegria de celebrar sua
primeira missa na Visitação de Troyes. Revestido com uma das casulas do santo bispo.
Sobre o tumulo do père Emmanuel, lê-se este versículo de São Paulo: “Mihi autem absit gloriari, nisi in cruce Domini nostri Iesu Christi. Longe de mim gloriar-me, senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6,14). Ele resume numa só inspiração duas das maiores virtudes do Père Emmanuel: a humildade e o amor da cruz. A cruz foi a companhia indissolúvel de toda a sua vida, o selo do Cristo em sua obra.
Outra palavra do Apostolo completaria bem esse epitáfio: “Vós brilhais como tochas no mundo pregando-lhe a palavra de Vida” (Fp 2,15). Realmente, se Père Emmanuel foi um homem escondido na sombra pela humildade, foi um filho da luz pela pregação, pelo constante cuidado em propagar a fé e instruir. E não é dos menores aspectos de sua obra esta luz que ele espalhou, muitas vezes muito longe, por sua palavra e seus escritos, numa época onde a ignorância
religiosa e o liberalismo obscureciam os espíritos.
Fontes:
http://www.permanencia.org.br/revista/teologia/Emmanuel/cartas%20indice.htm http://www.permanencia.org.br/revista/teologia/Emmanuel/Emmanuel.pdf [adaptado]
Católicos a favor do aborto não devem comungar, precisa Prefeito da Assinatura Apostólica
VATICANO, 19 Ago. 08 / 06:10 am (ACI).- O Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica da Santa Sé, Arcebispo Raymond L. Burke, precisou que os católicos, especialmente os políticos que publicamente defendem o aborto não devem comungar; e se referiu também à responsabilidade de caridade que têm os ministros da comunhão de negar-lhes a mesma, se a solicitarem, "até que tenham reformado a própria vida".
Em uma entrevista concedida à revista Radici Cristianize (Raízes Cristãs), Dom Burke, quem fora até recentemente Arcebispo de Saint Louis (Estados Unidos), explicou que os católicos não têm o direito de receber a Eucaristia.
"Quem pode reivindicar um direito a receber o Corpo de Cristo? Tudo é um ato sem medida do amor de Deus. Nosso Senhor se faz Ele mesmo disponível em seu Corpo e em seu Sangue mas não podemos dizer jamais que temos o direito de recebê-lo na Santa Comunhão. Cada vez que nos aproximamos dele, devemos fazê-lo com uma profunda consciência de nossa indignidade", explicou o Prefeito.
Depois de comentar que entre os fiéis se vêem às vezes atitudes de irreverência ao receber a Comunhão, o Arcebispo destacou que "receber indignamente o Corpo e o Sangue de Cristo é um sacrilégio. Se o fizer deliberadamente em pecado mortal é um sacrilégio".
"Se tivermos um pecado mortal na consciência, devemos primeiro nos confessar desse pecado e receber a absolvição, e só depois nos aproximar do Sacramento Eucarístico", ressaltou.
Seguidamente pôs como exemplo deste sacrilégio o caso de qualquer "funcionário público que com conhecimento e consentimento sustenta ações que estão contra a lei moral Divina e Eterna. Por exemplo, apoiar publicamente o aborto procurado, que comporta a supressão de vidas humanas inocentes e indefesas. Uma pessoa que comete pecado desta maneira deve ser admoestada publicamente de modo que não receba a Comunhão até que não tenha reformado a própria vida".
"Se uma pessoa que foi admoestada persiste em um pecado mortal público e se aproxima de receber a Comunhão, o ministro da Eucaristia tem a obrigação de negar-lhe a mesma, por que? Sobre tudo pela salvação da própria pessoa, lhe impedindo de realizar um sacrilégio", adicionou.
O Prelado vaticano indicou logo que negar a Comunhão nestes casos impede que se gere o escândalo; "em primeiro lugar, um escândalo referente a nossa disposição para receber a Santa Comunhão".
Quer dizer, disse, "deve-se evitar que a gente seja induzida a pensar que se pode estar em estado de pecado mortal e aproximar-se da Eucaristia. Em segundo lugar, poderia existir outra forma de escândalo, consistente em levar às pessoas a pensar que o ato público que esta pessoa está fazendo, que até agora todos acreditavam que era um pecado sério, não o é tanto se a Igreja lhe permite receber a Comunhão".
"Se tivermos uma figura pública que aberta e deliberadamente sustenta os direitos abortistas e que recebe a Eucaristia, o que terminará pensando a gente comum? Pode chegar a acreditar que é correto até certo ponto suprimir uma vida inocente no seio materno", advertiu.
O Prefeito da Assinatura Apostólica disse também que quando um bispo ou autoridade eclesiástica impede que um abortista receba a comunhão "não tem nenhuma intenção de interferir na vida pública mas no estado espiritual do político ou do funcionário público que, se for católico, deve seguir a lei divina também na esfera pública"
"Portanto, é simplesmente ridículo e errado tratar de silenciar a um pastor acusando-o de interferir em política para que não possa fazer o bem à alma de um membro de sua grei", disse o Prelado vaticano.
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=14123
Bebê volta à vida depois de sofrer aborto
JERUSALÉM (Reuters), 18 de agosto - Uma bebê israelense que havia sido considerada morta pelos médicos "voltou à vida" nesta segunda-feira, depois de passar horas dentro de um refrigerador.
A criança, que nasceu pesando apenas 600 gramas, passou pelo menos cinco horas em um dos compartimentos refrigerados do hospital, antes de seus pais, que a levavam para que fosse enterrada, começarem a notar alguns movimentos.
"Nós a desembrulhamos e sentimos que ela estava se mexendo. Nós não acreditamos no começo. Então ela começou a segurar a mão da minha mãe, e então vimos ela abrir a boca", disse Faiza Magdoub, de 26 anos, mãe do bebê.
O bebê havia sido considerado morto algumas horas antes, depois que médicos do hospital Western Galilee, norte de Israel, foram obrigados a abortar a gravidez para conter uma hemorragia interna na mãe. Magdoub estava na vigésima terceira semana de gravidez.
"Não sabemos como explicar isso, então quando não sabemos como explicar as coisas na medicina, chamamos de milagre, e isso é provavelmente o que aconteceu", disse o vice-diretor do hospital Moshe Daniel.
O bebê foi então levado à unidade de tratamento intensivo neonatal do hospital, mas os médicos não tinham certeza de quanto tempo ela irá sobreviver.
Motti Ravid, um professor de medicina interna, disse ao canal 10 de Israel que a baixa temperatura dentro do refrigerador diminuiu o metabolismo do bebê e provavelmente ajudou-a a sobreviver.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Igreja não pode trair ao Evangelho e acomodá-lo a sociedade, lembra sacerdote
“A verdade sempre é a verdade. Há coisas que não podem mudar, porque são coisas que o homem recebeu –reveladas por Deus– em Jesus Cristo" e por isso “a história e o momento devem amoldar-se à verdade, mas não ao contrário”, precisou o presbítero em uma recente entrevista a laverdad.es.
Depois de indicar que “não há redenção nem salvação” sem a Igreja, assinalou que apesar do que se diz dela, nunca pensou abandoná-la. “Nunca tive esse pensamento. O Senhor me deu de presente amar profundamente à Igreja”, asseverou.
“Sempre digo que se voltasse a nascer, seria sacerdote”, afirmou o pároco da localidade de Churra (Murcia, Espanha) e destacou que “o momento maior do dia é celebrar a Eucaristia e –em nome de Jesus Cristo –perdoar os pecados”.
Do mesmo modo, negou que os sacerdotes vivam comodamente como muitos dizem, porém se entregam ao serviço de outros. “Desde que fui sacerdote não tenho nem um minuto para mim”, pois “tenho a paróquia de Churra, o tanatório, as monjas da Consolação”. “Sou muito feliz sendo padre”, acrescentou.
Ao referir-se à vestimenta sacerdotal, o Pe. Ruiz reconheceu estar “convencido que o querer do Papa –e o sentir da Igreja– é que o sacerdote vá vestido de clergyman”, por isso “eu sempre irei vestido de sacerdote” pois em um “mundo tão secularizado, onde por toda parte se quer tirar a Deus, mais do que nunca, devemos ir vestidos fazendo presente o mistério de Deus”.
Finalmente, precisou que não é verdade que os jovens tenham perdido a fé pois “agora na Igreja há mais juventude que nunca. Uma juventude que se está apaixonando por Jesus Cristo e se está encontrando com o mistério da Cruz, para poder confrontar o sofrimento. Jesus os salva de uma morte, que é o pecado”.
Fonte: aci
(Destaques meus)
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Cartas sobre Fé - Décima Primeira Carta

Leia também:
- Cartas sobre Fé - Introdução
- Cartas sobre Fé - Primeira Carta
- Cartas sobre Fé - Segunda Carta
- Cartas sobre Fé - Terceira Carta
- Cartas sobre Fé - Quarta Carta
- Cartas sobre Fé - Quinta Carta
- Cartas sobre Fé - Sexta Carta
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- Cartas sobre Fé - Oitava Carta
- Cartas sobre Fé - Nona Carta
- Cartas sobre Fé - Décima Carta
Por Pe. Emmanuel-André
Como a senhora sabe, o homem nasce ignorante. E só sai da ignorância com dificuldade. O homem custa a aprender e quanto mais elevada a ciência que queremos adquirir, mais ela nos custa. O mal é tanto que não só temos dificuldades em aprender, como muitas vezes sentimos repugnância infeliz pelo estudo, repugnância que nos faria sentir uma espécie de tranqüilidade, uma felicidade estúpida por não saber nada.
E, no entanto, não é a ignorância em si que nos agrada. O que nos agrada é o fato de não precisarmos fazer o esforço necessário para chegar à ciência.
Nós cristãos, conhecemos a causa de tão lamentável estado, pois a fé nos indica ser este um dos efeitos do pecado original.
Quando Deus, pelo batismo, apaga em nós o pecado original, Ele nos dá a fé e com a fé a necessidade de conhecer as verdades cristãs e a inclinação para recebê-las e guardá-las.
Essa necessidade das almas não é coisa para ser negligenciada. Para isso a Igreja tem o catecismo. Mas, infelizmente, as lições duram pouco e são facilmente esquecidas. A educação cristã é muito relaxada nas escolas, quando não é totalmente desprezada. Disso resulta que os cristãos, geralmente, não são suficientemente instruídos naquilo que, no entanto, teriam a maior necessidade de conhecer a fim de conservar a fé, praticá-la fielmente e guardá-la até o fim de sua vida. Este é mais ou menos o estado geral dos cristãos cujos estudos terminaram na escola primária.
Mas nós temos escolas secundárias, escolas superiores, até mesmo universidades. Se a ciência está em algum lugar, é nestes lugares que deveria estar.
A propósito da ciência, gostaria de lhe chamar a atenção sobre um fenômeno que não se leva em conta, no que entretanto se comete um grande erro. A chama da fé estando acesa no mundo e tendo sido acesa pela mão de Deus, é por isso mesmo inextinguível, ela brilha apesar de tudo. Todos sabem disso e é por causa do anseio pelo conhecimento depositado em nós pela fé, no batismo, que se realiza um trabalho interior naqueles que têm amor pela ciência, que os impele a grandiosas vitórias sobre a ignorância. Eles têm necessidade de saber.
Nós diremos que isto é um efeito da fé: e é o fenômeno mais claro e mais escondido que existe. Prestem atenção: em nenhum outro lugar, senão onde há a fé, os espíritos trabalham pela ciência. Todos os batizados recebem o estímulo divino e entre os homens de ciência, o ponto de partida é a fé. Mas alguns a conservam, outros a perdem. Os espíritos, desde o princípio tomam caminhos diferentes, apesar de terem recebido, uns e outros, o dom da fé, a energia do desejo, que os leva à ciência. [Um famoso ímpio de nosso tempo reconheceu a verdade do que enunciamos: Para combater eficientemente uma religião, é preciso praticá-la. Traduzimos: Não serás nunca um verdadeiro ímpio se não tiverdes sido batizado. De fato, os judeus não conseguem sê-lo. A respeito da expressão "uma religião", notemos que nossos cientistas nunca combateram nem o islamismo, nem o budismo, nem o bramanismo, nem mesmo o fetichismo, porque não são nada. Mas combatem a religião Católica porque aí se encontra a fé, a verdade divina, à qual viraram as costas. «Ipsi fuerunt rebelles luminis – Eles se rebelaram contra a luz» Jó XXIV, 13] nota do autor.
Por uma conseqüência lógica, a ciência tenderá para um fim duplo, de acordo com o fato dos espíritos terem ou não guardado a fé. E talvez nunca se tenha sido capaz de constatar tão claramente esta bifurcação na direção seguida pela ciência como em nossos dias. Hoje existe uma ciência que quer crer. Com isto ela caminha na verdade, segundo Deus e segundo a lei imutável do desenvolvimento do espírito humano. Há uma ciência que não quer crer. Ela fará tudo para se manter numa negativa, que no entanto não é nada científica: não crer.
De cada um dos dois lados vemos espíritos muito ativos, ardentes, desejosos de chegar ao fim. De cada lado vemos escolas e trabalhos sérios e uma emulação que seria igualmente louvável se o fim visado fosse igualmente legítimo. É preciso dizer: a ciência que caminha contra a fé tem hoje a palavra mais alta. Esta ciência possui mil apoios no mundo exterior. Forte em seus alicerces, sua aspiração é apagar a chama divina da fé.
Mas nisso tudo não há nada de novo. Lemos no mais antigo livro do mundo que os homens um dia disseram uns para os outros: Metamo-nos à obra e construamos uma torre que se eleve até o Céu. E eles se puseram à obra e construíram uma torre, mas não escalaram o Céu.
Os homens de hoje dizem o mesmo: À obra! elevemos o edifício da ciência e escalaremos a fé! Eles trabalham e o edifício que constroem, como o de seus ancestrais, se chamará Babel.
O homem não criou a luz; no dia em que o homem pensar que provou que a luz é treva, Deus gritar-lhe-á: infeliz! chamá-lo-á a julgamento e continuará a derramar nas almas a luz da fé.
A ciência que trabalha contra a fé não alcançará seu fim. Esta ciência não prevalecerá como ciência; ela acabará por se evaporar, diz a Escritura. A ciência será salva pelos homens de fé; estes homens têm o grande dever de avançar na ciência e na fé.
Tal é o espetáculo que hoje nos oferece o mundo. Aqui a ignorância, infelizmente, é o quinhão da maioria. Lá a fé, e onde está a fé, está a ciência, fiel em alguns, infiel em outros; de um lado estudando para lutar contra a fé, contra o próprio Deus, de outro lado trabalhando para derrubar, como São Paulo, tudo o que pretende se elevar contra Deus.
A batalha começou, a luta é renitente; e ainda que Deus deva permanecer vitorioso em toda parte e sempre, desejamos que os fiéis não estejam nunca atrasados. À obra! diremos, porque aqueles que perderam a fé trabalham por Babel; nós que cremos edifiquemos Jerusalém.
Credo.
Continua...
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Contra a verdade não temos poder algum; temo-lo apenas em prol da verdade.(II Coríntios 13,8)